Ranking

#754

Seguidores

56.8 K

✓ 17 edições documentadas — 44 artistas participaram

Qual foste (ou vais)?

17 edições para explorar · futuro, live e passado

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas172008–2024
Anos de história19 anosdesde 2008
País habitualEstados Unidos

Sobre o festival

80/35 Music Festival começa com um nome que parece placa de estrada, mas sua história é bem mais humana do que isso. O nome vem das Interstates 80 e 35, que se cruzam na região de Des Moines, Iowa. O festival transformou esse cruzamento em uma ideia cultural: a música interessante não precisa passar longe, não pertence apenas às grandes capitais ou aos festivais gigantes. Ela também pode acontecer no coração do Midwest, em uma cidade média, com artistas nacionais, bandas locais, voluntários, famílias, comida, organizações comunitárias e gente disposta a descobrir algo novo.

Criado em 2008 pela Greater Des Moines Music Coalition, 80/35 nasceu como um festival de dois dias no downtown de Des Moines, com The Flaming Lips e The Roots como grandes nomes da primeira edição. Desde o começo, carregou duas identidades ao mesmo tempo. Tinha ambição para trazer artistas reconhecidos e colocar a cidade no mapa das turnês de verão, mas também tinha uma missão muito local: fortalecer a cena musical de Des Moines, abrir espaço para artistas de Iowa e criar um festival que parecesse realmente pertencer à comunidade.

Durante boa parte de sua trajetória, 80/35 aconteceu em Western Gateway Park e nas ruas do centro, perto de 12th and Locust. Esse detalhe é fundamental. O festival não era uma bolha isolada em um campo distante, mas um evento que colocava a música dentro da cidade. As pessoas chegavam a pé, de bicicleta, de carro, vindas de bairros próximos ou de outras partes do Midwest. Havia palcos gratuitos e um palco principal pago, o que mantinha a experiência aberta. Alguém podia comprar ingresso para ver os headliners, mas também podia circular pelas áreas livres, encontrar organizações locais, ouvir uma banda nova e sentir que a cidade inteira estava participando.

Essa combinação deu ao festival uma personalidade forte. 80/35 era grande show, vitrine local e festa de bairro ao mesmo tempo. A programação misturava indie rock, hip hop, pop alternativo, soul, roots, jam, artistas emergentes, bandas de Iowa e sons mais experimentais. Algumas pessoas iam por causa do nome principal do cartaz; outras iam porque confiavam que o festival sempre ofereceria alguma descoberta. Muitas vezes, o melhor momento não era o show planejado, mas aquele set encontrado por acaso em um palco gratuito, no meio da tarde, quando ninguém esperava muito e a música acabava segurando todo mundo ali.

A ideia comunitária não era apenas discurso. A Des Moines Music Coalition ligava o festival a programas educativos, acampamentos musicais para jovens, mentorias, desenvolvimento profissional e apoio constante à cena local. Os voluntários eram parte essencial da operação. As organizações da cidade tinham presença. Os artistas de Iowa não apareciam como simples preenchimento entre nomes nacionais, mas como parte do motivo de o festival existir. Em uma indústria que muitas vezes mede eventos pelo tamanho dos headliners, 80/35 defendia outro tipo de valor: acesso, descoberta, orgulho local e a sensação de que uma cena musical cresce quando pode ser vista de perto.

A experiência no local tinha muito de fim de semana de julho no Midwest. Calor, horários dobrados no bolso, amigos tentando combinar pontos de encontro, crianças com proteção nos ouvidos, filas para comida, voluntários respondendo perguntas, gente procurando sombra, um show esperado no palco principal e, no caminho, uma banda desconhecida que muda completamente o humor do dia. 80/35 não precisava parecer um festival de luxo. Seu charme vinha justamente de estar ligado a uma cidade real, com movimento, imperfeições, encontros e uma energia acessível.

A pandemia atingiu essa história com força. As edições de 2020 e 2021 foram canceladas, e quando o festival voltou em 2022 com nomes como Father John Misty, Charli XCX, Japanese Breakfast e Future Islands, o cenário já era mais difícil. Os custos de produção subiram, os hábitos do público mudaram e muitos festivais independentes nos Estados Unidos passaram a enfrentar uma pressão maior. Em 2024, 80/35 fez sua maior mudança física, deixando o centro de Des Moines para ocupar Water Works Park. O novo espaço oferecia mais áreas verdes, Lauridsen Amphitheater, camping, food trucks, kids zone, hammock village e espaço para crescer. OK Go e Killer Mike foram os headliners dessa edição.

Mas essa nova fase ficou em suspenso. Depois de 2024, a Greater Des Moines Music Coalition foi dissolvida, e o festival não aconteceu em 2025. O site oficial hoje mostra uma data para 2026, mas várias páginas internas ainda guardam informações antigas, então não é seguro tratar o retorno como plenamente confirmado sem operador, bilheteria e lineup claros.

A importância de 80/35 está justamente nessa mistura de música e pertencimento. Não foi apenas mais um festival de verão. Foi uma tentativa de fazer Des Moines se ouvir, de colocar artistas locais ao lado de nomes nacionais, de manter palcos gratuitos como porta de entrada e de provar que o Midwest também pode criar seus próprios centros culturais. No fim, 80/35 transformou um cruzamento de estradas em um cruzamento de pessoas, sons e memória coletiva.

Site oficial · www.80-35.com

Redes

Ficha

Frequência
Anual
Mês habitual
julho
Duração típica
2 dias
Cidade habitual
Des Moines, Iowa
Sequência mais longa
17 anos seguidos
Primeira edição
2008

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

Artistas recorrentes

Os que mais repetem nas edições desta franquia.

5
Disq

ESTADOS UNIDOS

1 edições
8
Tayls

ESTADOS UNIDOS

1 edições