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✓ 6 edições documentadas — 72 artistas participaram
Próxima edição

All Points East Festival 2026

Quando

22–30 DE AGO DE 2026

Onde

London, England

País

Reino Unido

Artistas em destaque

Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.

Faltam

08
Dias
21
Hrs
13
Min
01
Seg

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas62021–2026
Anos de história6 anosdesde 2021
País habitualReino Unido

Sobre o festival

All Points East Festival é uma das grandes peças do verão musical londrino: um festival urbano que não tenta fugir da cidade, mas usá-la como parte de sua identidade. Sua casa é Victoria Park, em East London, um parque com história, escala, vizinhos, memória comunitária e uma relação muito forte com a vida cultural do leste de Londres. Diferentemente dos festivais de camping que constroem um mundo à parte durante vários dias, All Points East funciona como uma série de grandes jornadas independentes: cada dia tem seu próprio headliner, seu próprio público, sua própria cor e sua própria maneira de transformar o parque em uma cidade musical temporária.

Desde sua chegada em 2018, All Points East se colocou em um ponto interessante do mapa britânico. Não nasceu como festival rural nem como celebração de nicho, mas como aposta urbana de grande formato, com produção séria, cartazes muito curados e uma mistura de nomes que podiam ir do indie ao hip hop, da eletrônica ao pop alternativo, do rock de culto ao R&B contemporâneo. Essa elasticidade é chave para entendê-lo. All Points East não tem uma única tribo; abre Victoria Park a várias tribos sucessivas, uma depois da outra, durante a segunda metade de agosto.

A estrutura do festival o torna particular. Há dias que parecem concertos gigantes de um só artista com um cartaz de apoio muito forte; outros se comportam como mini-festivais de cena; outros funcionam como cruzamentos entre gerações musicais. Em uma mesma edição você pode encontrar artistas de pop autoral, estrelas do hip hop, bandas de rock alternativo, eletrônica de club, projetos queer, nomes de culto, fenômenos virais e artistas britânicos emergentes. Essa lógica de “dia curado” permite que o público escolha uma experiência muito específica sem ter que se comprometer com todo um fim de semana de programação que talvez não lhe interesse.

A edição de 2026 mostra muito bem essa amplitude. Jorja Smith e Tems levam o festival para o R&B, o soul contemporâneo, o afro-pop e a nova sensibilidade global de vozes elegantes e produção quente. Lorde abre uma linha de pop alternativo, melancolia geracional, escrita íntima e estética de festival moderno. Outbreak Fest dentro de All Points East empurra o parque para um território mais pesado e visceral, com Deftones, IDLES, Amyl and the Sniffers e Interpol como sinais de rock alternativo, punk, post-hardcore, shoegaze e cultura de guitarras intensas. Tyler, The Creator em duas datas transforma Victoria Park em espaço de hip hop, design visual, rap expansivo, neo-soul e pop experimental. Twenty One Pilots fecha com uma mistura de rock alternativo, pop, rap emocional e energia massiva.

Essa diversidade não parece acidental. All Points East entende Londres como uma cidade de cenas sobrepostas. Na mesma semana podem conviver fãs de Lorde, seguidores de Tyler, público de Deftones, ouvintes de Jorja Smith, nostálgicos de Interpol, adolescentes que chegam por PinkPantheress ou 2hollis, fãs de Tems, gente de Turnstile e pessoas que só querem uma grande tarde de música em Victoria Park. O festival não busca impor uma única narrativa musical. Sua narrativa é a própria cidade: fragmentada, global, elegante, barulhenta, emocional, diversa e em constante mudança.

Outro elemento importante é In The NBHD, a programação gratuita entre os grandes dias pagos. Essa parte distingue All Points East de muitos festivais puramente comerciais. Com atividades familiares, cinema, comida, música ao vivo, DJs, teatro, bem-estar, oficinas e participação local, o festival tenta devolver algo ao parque e ao bairro. Não elimina as tensões naturais de realizar grandes eventos em espaço público, mas reconhece que Victoria Park não é apenas um recinto: é um lugar compartilhado por vizinhos, famílias, corredores, comunidades locais e visitantes. Essa camada comunitária dá ao evento uma dimensão mais complexa.

A experiência real de All Points East depende muito do dia escolhido. Um dia pode parecer uma procissão indie ao entardecer; outro, uma festa de hip hop de escala monumental; outro, um cruzamento de punk, guitarras e corpos avançando para o palco; outro, uma tarde luminosa de R&B e pop global. Mas há constantes: chegar por East London, entrar em Victoria Park, caminhar entre bares, comida e palcos, sentir o ar de fim de verão, ver a luz mudar sobre o parque, esperar o headliner e sair à noite em direção ao metrô, ônibus, bicicleta ou pub mais próximo com a sensação de ter vivido um festival sem realmente sair de Londres.

All Points East importa porque representa muito bem a forma contemporânea do festival urbano: menos campamento mítico, mais dia curado; menos escapada rural, mais cidade amplificada; menos uma comunidade fechada, mais públicos que se cruzam por turnos. Sua melhor imagem não é uma tenda perdida no campo, mas Victoria Park cheio de gente enquanto a tarde cai, East London ao redor, um headliner enorme tomando o palco e milhares de pessoas entendendo que Londres também tem seu próprio ritual festivalero de verão. All Points East é isso: um mapa musical da cidade, estendido para o leste.

Site oficial · www.allpointseastfestival.com

Redes

Ficha

Mês habitual
agosto
Duração típica
10 dias
Cidade habitual
London
Sequência mais longa
6 anos seguidos
Primeira edição
2021

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

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