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✓ 6 edições documentadas — 36 artistas participaram

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Números, sede e manias da casa

Edições documentadas62019–2026
Anos de história8 anosdesde 2019
País habitualParaguay

Sobre o festival

Asunciónico é o festival que mudou a escala dos shows internacionais no Paraguai. Desde sua primeira edição em 2015, o evento transformou uma ideia ambiciosa em parte do calendário cultural do país: reunir em Assunção e sua região metropolitana artistas globais, nomes latino-americanos, DJs, bandas alternativas, pop stars, projetos urbanos e músicos paraguaios em um mesmo mapa de palcos. Não nasceu como um pequeno evento de nicho, mas como uma declaração: o Paraguai também podia ter um festival capaz de conversar com o circuito internacional sem perder seu próprio sotaque.

A primeira edição já marcou o tom. Ver no mesmo cartaz Jack White, Robert Plant, The Smashing Pumpkins, Skrillex, Calvin Harris, Interpol, Foster The People, The Kooks, alt-J, St. Vincent e Major Lazer era algo pouco comum para o mercado paraguaio daquele momento. Asunciónico não trouxe apenas artistas importantes; mudou a expectativa do público. De repente, a ideia de viver vários grandes nomes em um mesmo evento deixou de parecer distante. Para uma geração de fãs que muitas vezes precisava viajar a Buenos Aires, São Paulo, Santiago ou Montevidéu para ver certos artistas, o festival abriu uma porta local.

Uma das suas características mais fortes é a mistura de gêneros. Asunciónico nunca se definiu por uma única tribo musical. Pode juntar rock alternativo, pop global, eletrônica, EDM, indie, metal alternativo, urbano latino, trap, house, techno, reggae, nostalgia dos anos 1990, música argentina, bandas paraguaias e artistas de rádio em uma mesma edição. Essa amplitude pode parecer caótica, mas também explica seu impacto: o festival funciona como ponto de encontro para públicos que normalmente não coincidem. Há quem vá pelo headliner pop, quem procure guitarras, quem chegue pela eletrônica, quem siga a cena urbana e quem queira ver artistas nacionais em um palco grande.

Sua história também é marcada por interrupções. A edição de 2016 foi cancelada por problemas logísticos; a de 2020 foi interrompida pela pandemia; a de 2022 foi atingida por tempestades, cancelamentos e uma situação climática que virou notícia internacional. Esses momentos fazem parte do relato do festival porque mostram que Asunciónico não teve um caminho perfeitamente linear. Foi um projeto de retorno, insistência e reconstrução. Cada nova edição carrega algo dessa memória: o público não compra apenas um ingresso, também recupera um encontro que várias vezes esteve em pausa.

A passagem por diferentes venues também conta parte da sua evolução. Do Jockey Club ao Espacio IDESA e depois ao Parque Olímpico, Asunciónico precisou se adaptar a escalas, necessidades de produção, acessos, segurança e crescimento de público. O Parque Olímpico, em Luque, dá ao festival uma dimensão de grande evento metropolitano: já não é apenas “um festival em Assunção”, mas uma experiência que move milhares de pessoas dentro da Grande Assunção, com logística mais próxima dos grandes festivais regionais.

A edição de 2026 confirma essa amplitude. Deftones, Skrillex, Turnstile e Interpol convivem com Sabrina Carpenter, Lorde, Doechii, Peggy Gou, Addison Rae e The Warning; The Killers, No Te Va Gustar, YSY A, Aitana, Él Mató a un Policía Motorizado e Yami Safdie completam uma leitura muito diversa do presente musical. Soma-se a isso uma presença paraguaia importante, com Villagrán, Kuazar, Steinkrug, NOD, Nott Demian, Aleshit, 411Y, Supernova, Los Ollies e A Día de Júpiter. Essa combinação resume bem o DNA do festival: trazer o mundo, mas também colocar a cena local dentro da conversa.

Asunciónico tem ainda um peso emocional para o Paraguai. Em países onde a visita de grandes artistas nem sempre é constante, um festival dessa escala funciona como algo além de entretenimento. É sinal de circulação cultural, pertencimento regional e orgulho local. A experiência não se resume a ver shows; também envolve sentir que o país aparece no mapa das turnês, que o público paraguaio pode ter seu próprio grande encontro e que a música global nem sempre precisa ser vivida de longe.

Asunciónico deve ser registrado como festival ativo, massivo e referencial no Paraguai, com foco multi-gênero e identidade muito ligada a Assunção, Luque e ao público jovem-adulto do país. Seu valor está em ter transformado uma praça historicamente secundária no circuito sul-americano em ponto de chegada para artistas internacionais. É pop, rock, eletrônica, urbano e cena local em grande formato; mas, acima de tudo, é a prova de que um festival pode modificar a maneira como uma cidade se imagina dentro do mapa musical da região.

Site oficial · www.asuncioni.co

Redes

Ficha

Mês habitual
março
Duração típica
3 dias
Cidade habitual
Asunción
Sequência mais longa
5 anos seguidos
Primeira edição
2019

Linha do tempo

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