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1 edições para explorar · futuro, live e passado
2023Bass Ribon Pines 2023
Números, sede e manias da casa
Bass Ribbon Pines nasceu de uma combinação que parece ter sido criada durante uma conversa entre amigos: montar um festival de bass music dentro de um campo de disc golf e permitir que as duas comunidades compartilhem a mesma floresta durante um fim de semana. Em Blue Ribbon Pines, ao norte de Minneapolis, os corredores entre árvores viravam caminhos para palcos, camping, artistas visuais e partidas noturnas. Durante o dia, discos voavam pelo campo; depois do pôr do sol, os graves ocupavam o terreno.
O festival estreou em 2021 por meio de uma colaboração entre a comunidade de Blue Ribbon Pines e produtores da cena eletrônica de Minnesota. O nome era um jogo de palavras, mas o disc golf não funcionava apenas como tema. Ele aparecia nos horários, nas atividades e na maneira como o público explorava o recinto.
DMVU, Wreckno, sfam, Super Future, Viskus e Wylin participaram da primeira edição, acompanhados por muitos artistas regionais. Desde o início, a escala pequena permitia que descobertas continuassem importantes. Os nomes principais atraíam atenção, mas produtores underground e músicos do Midwest ajudavam a definir o festival.
O camping na floresta estava incluído no ingresso geral. Passes adicionais permitiam colocar automóvel ou RV ao lado da barraca. Depois de montar o acampamento, o fim de semana ganhava seu próprio ritmo: café entre árvores, uma rodada de disc golf, música durante a tarde e conversas que continuavam depois do último set.
Wubs & Dubs se tornou uma das atividades mais características. Duplas participavam de um torneio tentando manter a precisão depois de uma noite curta. Partidas glow continuavam no escuro com discos luminosos, enquanto desafios de putting e aulas para iniciantes convidavam pessoas sem experiência. Antes de os sistemas de som começarem, o barulho metálico dos discos entrando nas correntes já fazia parte do ambiente.
Bass Ribbon Radio acrescentava outra camada. Por meio de fones sem fio, o público podia acompanhar entrevistas, guest mixes e programas especiais enquanto caminhava pelo campo ou permanecia no camping. A rádio levava conteúdo até áreas mais tranquilas e conectava partes do recinto afastadas dos palcos.
Em 2022, Minnesota liderou a preparty de quinta-feira. Jessica Audiffred, G-Rex, Effin, Oddprophet e Shanghai Doom tocaram durante o restante do encontro. Em 2023, SubDocta, YOOKiE, HE$H, Bommer, G-Space, VCTRE, UBUR e VAMPA ampliaram o peso da programação. Dubstep, riddim e bass experimental dividiam espaço com uma grande seleção local.
A quarta edição, em julho de 2024, foi a etapa mais ambiciosa realmente realizada. Smoakland, TVBOO e Dirt Monkey lideraram as três noites. Hydraulix, Luzcid, TYNAN, Virus Syndicate, GorillaT, IVORY e Zen Selekta levaram o programa de sons profundos e espaçosos até frequências mais agressivas.
A floresta mudava quando escurecia. Durante a tarde, oferecia sombra e caminhos visíveis. À noite, as luzes atravessavam os troncos e o campo se transformava em uma pequena vila eletrônica escondida na área rural de Minnesota. Pintores ao vivo e vendedores mantinham movimento fora das pistas.
O festival não precisava de grandes brinquedos ou estruturas monumentais. O próprio Blue Ribbon Pines oferecia uma identidade forte. Os palcos e acampamentos ocupavam temporariamente um lugar que continuava sendo, antes de tudo, um campo de disc golf cercado por árvores.
Acampar também envolvia insetos, chão irregular, possibilidade de chuva e a dificuldade de localizar a barraca de madrugada. Ao mesmo tempo, permitia acordar dentro do evento e reencontrar as mesmas pessoas da noite anterior. A experiência não terminava quando os palcos fechavam.
Uma celebração de cinco anos chegou a ser mencionada para 2025, mas não é possível confirmar uma edição completa com datas, ingressos e cartaz. Também não há retorno anunciado para 2026. Bass Ribbon Pines permanece em pausa, sem ter sido oficialmente encerrado.
Seu charme nunca dependeu de se tornar gigantesco. Estava na possibilidade de jogar entre apresentações, ouvir uma transmissão enquanto se atravessava o campo e voltar para a barraca sob os pinheiros depois de uma noite de bass music. Wubs, discos e floresta formaram uma combinação inesperada que rapidamente passou a parecer natural.
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