✓ 12 edições documentadas — 590 artistas participaram
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BoomTown Fair 2026

Quando

12–16 DE AGO DE 2026

Onde

Hampshire, Hampshire

País

Reino Unido

Artistas em destaque

Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas122013–2026
Anos de história14 anosdesde 2013
País habitualReino Unido

Sobre o festival

Boomtown Fair não é um festival ao qual você vai simplesmente para ver artistas. É uma cidade que se reinventa todos os anos, abre seus portões nas colinas de Hampshire e convida você a perder a orientação da forma mais bonita possível. Em Matterley Estate, perto de Winchester, o festival constrói uma espécie de universo paralelo com distritos, personagens, propaganda, palcos, becos, teatro, cerimônias, bares escondidos, música em todas as direções e uma história que segue avançando como se os participantes não fossem público, mas habitantes temporários de um lugar cheio de problemas, rumores, poderes ocultos e festas impossíveis.

Sua origem está longe do formato gigante que tem hoje. Boomtown nasceu em 2009 como um pequeno projeto independente, muito ligado ao espírito das festas alternativas britânicas, à cultura de sound system, ao teatro de rua, ao ska, ao reggae, ao punk, ao folk, ao dub e à ideia de que um festival podia ser mais do que uma sucessão de shows. Com os anos cresceu, mudou de lugar, encontrou sua casa em Matterley Estate e se transformou em uma das propostas mais ambiciosas do Reino Unido: uma feira, uma rave, uma peça de teatro, um parque temático underground e uma cidade fictícia, tudo ao mesmo tempo.

A localização é parte essencial do feitiço. Matterley Estate não é um terreno plano onde tudo se vê de longe. É uma paisagem de colinas, subidas, descidas, caminhos, vales, campos abertos e vistas enormes. Isso faz com que Boomtown pareça uma cidade de verdade: você não a entende imediatamente, precisa percorrê-la. Pode passar de um palco gigantesco a um beco com atores improvisando uma cena, de uma área cheia de drum & bass a um canto reggae, de uma festa techno a uma banda balcânica, de uma cerimônia de abertura a um lugar escondido onde não se sabe bem se aquilo é um show, uma performance ou uma conspiração teatral.

Musicalmente, Boomtown é quase impossível de reduzir a um gênero. Isso faz parte da sua personalidade. Há reggae, dub, ska, punk, folk, hip-hop, jungle, drum & bass, garage, techno, house, hard dance, world music, bass music, cabaré, brass bands, sons latinos, eletrônica pesada e propostas estranhas que em outro festival seriam difíceis de encaixar. Aqui, tudo encontra seu bairro. O festival não funciona como uma lista de estilos, mas como uma cidade onde cada distrito tem seu próprio pulso. A música não está separada da cenografia: a cenografia leva você até a música, e a música empurra você a continuar caminhando.

A experiência real de ir pode ser maravilhosa, cansativa e profundamente desorientadora. Você chega com um plano, um mapa, horários marcados e a segurança ingênua de que vai controlar o fim de semana. Boomtown se encarrega de tirar essa ideia da sua cabeça. Um amigo se perde em um distrito, outro descobre um palco secreto, alguém quer ficar em uma cerimônia, alguém insiste em ir ver um DJ, outro aparece falando de um personagem que lhe deu uma pista para seguir a história. De repente você passou horas caminhando, dançando, subindo ladeiras, descendo ao camping, voltando à cidade e entendendo que parte do festival consiste em aceitar que você nunca verá tudo.

O público também tem papel central. Boomtown reúne ravers, fãs de reggae, punks, amantes de drum & bass, viajantes de festivais, gente do teatro, famílias alternativas, clubbers, curiosos, veteranos do circuito britânico e jovens que buscam algo mais estranho do que um festival convencional. Há fantasias, roupas impossíveis, bandeiras, sotaques de todo o Reino Unido e de fora, grupos que voltam há anos e pessoas que entram pela primeira vez como quem cruza a fronteira de um país estranho.

O que diferencia Boomtown Fair é seu compromisso com a imersão. Outros festivais têm palcos bonitos; Boomtown tem uma sociedade fictícia. Outros têm decoração; Boomtown tem uma trama. Outros pedem que você olhe; Boomtown pede que você participe, se perca, faça perguntas, siga sons, atravesse portas e aceite não entender tudo. Sua força está nessa mistura de caos e precisão: uma cidade imaginária construída com obsessão, onde a música é o motor, mas a história, a paisagem e as pessoas são a alma.

Site oficial · www.boomtownfair.co.uk

Redes

Ficha

Mês habitual
agosto
Duração típica
5 dias
Cidade habitual
Hampshire
Cidades distintas
4
Sequência mais longa
7 anos seguidos
Primeira edição
2013

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

Artistas recorrentes

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