Ranking
#3
HIP HOP - INDIE - POP
Ranking
#3
Seguidores
20.4 M

Quando
09–18 DE ABR DE 2027
Onde
Índio, Califórnia
País
Estados Unidos
Artistas em destaque
Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.
Faltam
39 edições para explorar · futuro, live e passado
2026Coachella 2026 (Weekend Two)
Números, sede e manias da casa
Coachella é um daqueles festivais que já não cabem muito bem dentro da palavra “festival”. Ele nasceu em 1999, em Indio, na Califórnia, no Empire Polo Club, cercado por palmeiras, montanhas secas e aquela luz do deserto que deixa tudo com um ar levemente cinematográfico. Antes de virar sinônimo de looks, influenciadores, livestreams, convidados surpresa e ingressos que desaparecem rapidamente, Coachella foi uma aposta arriscada da Goldenvoice: um festival de música e arte dedicado ao alternativo, à eletrônica, ao rock, ao hip-hop e à cultura visual em um lugar que pouca gente imaginava como futuro centro do calendário musical global.
A primeira edição, em outubro de 1999, tinha um espírito bem diferente da imagem atual do festival. Beck, Rage Against the Machine, Tool, The Chemical Brothers, Morrissey, Underworld, Moby, Pavement e A Perfect Circle faziam parte de uma programação ambiciosa, voltada para a cultura alternativa, mas ainda distante do brilho de celebridade que depois passaria a cercar tudo. Depois do caos de Woodstock ’99, Coachella parecia oferecer outra possibilidade: um festival mais curado, mais controlado, mais atento ao som, à arte visual e à experiência de circular por um espaço aberto sem sentir que tudo poderia sair do controle.
Com o tempo, Coachella deixou de ser apenas um encontro para fãs obsessivos de música e virou uma espécie de termômetro da cultura pop. Sua força está em uma mistura quase impossível: uma banda cult pode tocar antes de uma estrela global, um artista eletrônico pode mudar o futuro da produção ao vivo dentro de uma tenda, um rapper pode gerar uma imagem que corre o mundo, uma reunião inesperada pode incendiar a internet e um artista latino pode ocupar um lugar que antes parecia reservado a outros centros de poder musical. Coachella não apenas monta lineups. Muitas vezes, aponta quais sons, estéticas e narrativas vão dominar a conversa do ano.
Caminhar pelo Coachella é aceitar a beleza e o desconforto do deserto ao mesmo tempo. Há calor, poeira, longas distâncias, filas, conflitos de horário que doem e aquele momento inevitável em que dois artistas que você queria muito ver tocam no mesmo horário. Mas também há pôr do sol sobre as montanhas, instalações de arte que mudam a escala da paisagem, grupos de amigos tentando se encontrar no meio da multidão, músicas ouvidas de longe que fazem você mudar de rota e a sensação de que qualquer decisão pequena pode virar história depois. Coachella exige planejamento, mas também pede entrega. Mais cedo ou mais tarde, o festival assume o controle.
Musicalmente, Coachella é amplo sem ser aleatório. Rock alternativo, pop, hip-hop, R&B, música eletrônica, indie, música latina, sons globais e nostalgia convivem dentro de uma mesma lógica de curadoria. Ali aconteceram momentos que já fazem parte da história dos festivais: a pirâmide do Daft Punk em 2006, a aparição em forma de holograma de Tupac com Dr. Dre e Snoop Dogg em 2012, e Beyoncé em 2018, transformando o Main Stage em uma celebração monumental da cultura negra, das tradições HBCU, das marching bands, da dança, da memória e da força cênica.
O público de Coachella é tão diverso quanto contraditório: fãs que estudam o cartaz linha por linha, viajantes em busca da experiência completa do deserto, jovens que descobrem artistas pelo livestream, adultos movidos pela nostalgia, celebridades, curiosos, ravers, amantes do indie, campistas e pessoas que vivem o festival também como passarela. Essa mistura gera críticas, e nem sempre sem razão. Coachella pode parecer fotografado demais, caro demais e consciente demais da própria imagem. Mas quando o sol cai sobre Indio, as montanhas ficam roxas, as luzes acendem e um campo inteiro canta o mesmo refrão, o festival lembra por que ainda importa. Por baixo do mito, da poeira e da moda, continua existindo música fazendo milhares de desconhecidos se sentirem parte da mesma cena.
Géneros
HIP HOP
INDIE
POP
Linha do tempo
Um artista por ano, o de melhor ranking
1999

Rage Against the Machine
2001

Weezer
2002

Tiësto
2003

Black Eyed Peas
2004

Radiohead
2005

Coldplay
2006

Madonna
2007

David Guetta
2008

Calvin Harris
2009

Steve Aoki
2010

David Guetta
2011

Wiz Khalifa
2012

Snoop Dogg
2013

Red Hot Chili Peppers
2014

Lana del Rey
2015

Drake
2016

Calvin Harris
2017

Lady Gaga
2018

Beyoncé
2019

Ariana Grande
2022

Billie Eilish
2023

BLACKPINK
2024

J Balvin
2025

Lady Gaga
2026

Justin Bieber
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