Ranking
#3
HIP HOP - INDIE - POP
Ranking
#3
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20.2 M

Quando
09–11 DE ABR DE 2027
Onde
Índio, Califórnia
País
Estados Unidos
Artistas em destaque
Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.
Faltam
40 edições para explorar · futuro, live e passado
2027Coachella 2027 (Weekend One)
2026Coachella 2026 (Weekend Two)
Números, sede e manias da casa
Quando o sol do fim de tarde começa a se pôr atrás das montanhas de San Jacinto e os gramados do Empire Polo Club ganham tons dourados, o deserto da Califórnia muda rapidamente de temperatura e de ritmo. O que durante o dia é uma esplanada quente cortada por ventos secos e poeira transforma-se ao anoitecer em um espaço iluminado por esculturas monumentais e palcos de grandes proporções. Nada na origem agrícola de Indio indicava que campos de polo se tornariam o ponto de encontro da música ao vivo na América do Norte. Essa história começou em novembro de 1993, quando o Pearl Jam, em protesto contra o domínio da Ticketmaster, decidiu realizar um concerto de grande porte nesse terreno isolado. A logística bem-sucedida mostrou à promotora independente Goldenvoice que o local possuía a escala necessária para abrigar um evento ao ar livre sem precedentes na região.
A estreia oficial aconteceu em outubro de 1999, poucos meses após os acontecimentos conturbados do Woodstock 99. Com uma programação liderada por Beck, Tool e Rage Against the Machine, o evento recebeu elogios da crítica pela curadoria musical, mas resultou em um prejuízo financeiro próximo a um milhão de dólares. A organização interrompeu o projeto em 2000 para reorganizar as finanças e retornou em abril de 2001. A mudança de data foi fundamental: realizar o evento na primavera permitia evitar o calor extremo do verão californiano e inaugurar o calendário de festivais do hemisfério norte. A criação de áreas de camping em 2003 e a parceria com a AEG consolidaram a estrutura operacional e criaram uma comunidade de frequentadores dedicada.
Ao longo dos anos 2000, o encontro firmou sua reputação como referência para o rock alternativo e a música eletrônica. Em 2004, o anúncio do retorno do The Pixies ao lado da apresentação do Radiohead levou ao primeiro esgotamento de ingressos da história do evento, provando que o circuito independente conseguia atrair cinquenta mil pessoas por dia. Dois anos depois, em 2006, a performance do Daft Punk no topo de uma pirâmide de painéis de LED definiu novos padrões de produção visual para a música eletrônica mundial. O aumento constante da demanda levou à expansão para três dias em 2007 e, em 2012, à adoção do modelo de dois fins de semana consecutivos com a mesma programação, duplicando a capacidade total.
Com o passar dos anos, a identidade musical deixou de ser centrada no rock para abrir espaço ao pop global, ao hip-hop e às sonoridades internacionais. Momentos marcantes, como o espetáculo de Beyoncé em 2018 acompanhada por uma banda de marcha universitária, a presença de Bad Bunny como primeiro artista principal de língua espanhola e a inclusão de grupos de K-pop e nomes do continente africano, demonstraram a ampliação do perfil do evento. O cartaz atual reúne artistas globais que desenvolvem produções exclusivas para esses palcos, reuniões de bandas históricas e novos nomes em busca de projeção internacional.
Caminhar pelo recinto exige preparo físico e uma gestão atenta do tempo. Os frequentadores percorrem quilômetros diariamente entre o Palco Principal, a tenda Sahara voltada aos graves da música eletrônica, o ambiente intimista do pavilhão Yuma e a estrutura em madeira do Do LaB. O calor da tarde dá lugar a ventos frios após o pôr do sol, exigindo adaptação constante às variações do deserto. Entre os shows, as instalações de arte interativa servem como pontos de referência visual e descanso nos gramados iluminados.
A rotina do público divide-se em duas dinâmicas: a comunidade de campistas instalada na área de tendas ao lado do evento e os visitantes que chegam diariamente em ônibus fretados de Palm Springs e cidades vizinhas. No camping, áreas cobertas improvisadas abrigam refeições coletivas e conversas que se estendem até o amanhecer. Para quem fica em hotéis, o trajeto diário pelo deserto faz parte do ritual antes de passar pelos portões de acesso em meio à poeira.
Nas edições mais recentes, como a realizada na primavera de 2026 e os preparativos para a temporada de 2027, o evento mantém sua posição como centro de convergência para a indústria da música e a transmissão digital ao vivo. Milhões de espectadores acompanham as apresentações por plataformas virtuais em todo o mundo, enquanto milhares de pessoas no local presenciam participações surpresa no palco. O equilíbrio entre superproduções pop e palcos dedicados à música eletrônica underground continua sendo a marca da sua programação.
A transformação de um terreno de polo cercado por palmeiras em um polo de influência cultural reflete as mudanças no consumo de espetáculos ao vivo. Para além da repercussão na mídia, o Empire Polo Club permanece como o espaço onde os artistas testam a força de suas criações diante de um público disposto a enfrentar as exigências do deserto. Quando os últimos amplificadores se desligam e os ônibus retornam à rodovia, o vale de Indio recupera seu silêncio até a primavera seguinte.
Géneros
HIP HOP
INDIE
POP
Linha do tempo
Um artista por ano, o de melhor ranking
1999

Rage Against the Machine
2001

Weezer
2002

Tiësto
2003

Black Eyed Peas
2004

Radiohead
2005

Coldplay
2006

Madonna
2007

David Guetta
2008

Calvin Harris
2009

Steve Aoki
2010

David Guetta
2011

Wiz Khalifa
2012

Snoop Dogg
2013

Red Hot Chili Peppers
2014

Lana del Rey
2015

Drake
2016

Calvin Harris
2017

Lady Gaga
2018

Beyoncé
2019

Ariana Grande
2022

Billie Eilish
2023

BLACKPINK
2024

J Balvin
2025

Lady Gaga
2026

Justin Bieber
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