2025–2027

FOLK - POP - ROCK

Forest Fest

Ranking

#1.247

✓ 3 edições documentadas — 149 artistas participaram
Próxima edição

Forest Fest 2027

Quando

23–25 DE JUL DE 2027

Artistas em destaque

Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.

Faltam

296
Dias
11
Hrs
41
Min
29
Seg

Qual foste (ou vais)?

3 edições para explorar · futuro, live e passado

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas32025–2027
Anos de história5 anosdesde 2022
País habitualIrlanda

Sobre o festival

O relvado do Emo GAA Club transforma-se em palco principal enquanto pinheiros e abetos enquadram a estrutura como se a música brotasse do próprio chão. Forest Fest não nasceu num circuito metropolitano nem num parque industrial: chegou a Emo, aldeia do Laois com menos de trezentos habitantes e Emo Court na paisagem patrimonial, para provar que um festival boutique podia crescer a partir da comunidade sem perder escala humana. Philip Meagher, solicitador em Portlaoise e dono do Gate Lodge e do restaurante Batoni's à entrada da quinta, concebeu o projecto em 2019 com a ambição de trazer ao bairro um fim de semana de música e artes comparável ao espírito dos primeiros Electric Picnic, quando o evento ainda parecia um encontro íntimo antes de se tornar referência nacional.

A pandemia cancelou duas temporadas consecutivas e obrigou a repensar produção, licenças e relação com os vizinhos. Quando o festival abriu finalmente entre 22 e 24 de Julho de 2022, trouxe a sensação de promessa cumprida: The Stunning honraram um compromisso de digressão, The Waterboys fecharam noites com peso simbólico para um público irlandês habituado a medir festivais pela qualidade do directo, e dezenas de artistas locais e nacionais —Hermitage Green, The Riptide Movement, Damien Dempsey, Hothouse Flowers, Something Happens, Jack L— distribuíram-se por dois palcos. Meagher insistiu em qualificá-lo de boutique: não uma réplica massiva mas um cartaz ecléctico, familiar e gerível, com lotações rigorosamente limitadas em campismo, festival club e público global.

A identidade musical assenta em rock, pop e folk irlandeses contemporâneos, com espaço para bandas que marcaram gerações e para artistas que ainda constroem cena a partir de cidades mais pequenas. King Kong Company, Ham Sandwich, Thumper ou Soda Blonde ajudam a explicar como Forest Fest equilibra nostalgia e presente: não um arquivo década a década, mas também não disposto a retirar os nomes que transformam uma multidão em coro. As crónicas locais sublinharam que o sistema de som no campo de futebol gaélico tinha estado no segundo maior palco de Glastonbury, pormenor logístico que reforça o paradoxo —infra-estrutura de primeira linha num ambiente que promete intimidade.

Para além dos concertos, a proposta inclui artes paralelas, workshops, entretenimento familiar e actividades na aldeia e arredores. Essa camada converte o evento em mais do que uma sucessão de horários num único recinto: quem visita alterna palcos com exposições, participação activa e surpresas de última hora reservadas a quem percorre Emo sem pressa. A referência explícita a verões passados não é decoração retro; responde a uma aposta na memória partilhada e num público que regresse porque o lugar importa tanto quanto o cartaz.

Emo Court e a floresta colindante fazem parte do argumento cenográfico. O festival instala-se no coração da aldeia, com a arquitectura neoclássica da quinta como pano de fundo permanente e estradas que ligam directamente a pubs e restaurantes locais. Para quem chega de Portlaoise ou de Dublin, a viagem atravessa paisagem midlands onde o Verão irlandês mistura chuva, lama e tardes inesperadamente luminosas. Não custa imaginar botas sobre relva húmida, filas pacientes no bar do Gate Lodge e conversas com residentes que aceitaram perturbação temporária em troca de impulso económico que estimativas locais fixam em torno de um milhão de euros quando a afluência ultrapassa dez mil pessoas.

A experiência do público mistura conforto de aldeia pequena com limites reais de espaço. Campismo e lugares para autocaravanas existem em número reduzido; um festival club acrescenta um nível de acesso restrito. Os organizadores aconselharam levar dinheiro além do cartão porque a densidade pode tensionar a conectividade, sinal de um evento jovem a aprender em público. Entre concerto e concerto, o recinto gaélico permite deslocações curtas; quando cai a noite, as luzes do palco principal contrastam com a escuridão da floresta e o silêncio parcial do condado.

O crescimento trouxe uma contradição interessante: de cerca de cinco mil visitantes diários na edição inaugural a capacidades que Meagher coloca em torno de doze mil, com quinze mil como tecto teórico do local. A direcção repetiu que maior nem sempre significa melhor e manteve limites deliberados para preservar o tom boutique. Consultas com stakeholders da aldeia, apoio da An Garda Síochána e alianças com comércios locais formaram o contrato social que tornou possível repetir o evento. Iluminação solar e escolhas de sustentabilidade surgiram em entrevistas como prova de que o festival tenta encaixar-se no ambiente florestal que o nome evoca.

Forest Fest ocupa um lugar singular no mapa irlandês porque mostrou que o Laois —longe do eixo Dublin-Galway dos grandes nomes— pode acolher um fim de semana de ambição artística e produção exigente sem dissolver a identidade de uma aldeia. A sua marca está em ter convertido um campo desportivo comunitário e uma cortina de árvores numa sala temporária de uma cena nacional habitualmente medida em quilómetros de vedação e filas intermináveis, e em tê-lo feito com um promotor que divide o tempo entre tribunais, restauração e a convicção de que Emo merece banda sonora própria cada Julho.

Site oficial · forestfest.ie

Géneros

FOLK

POP

ROCK

Ficha

Mês habitual
julho
Duração típica
3 dias
Cidade habitual
Laois
Sequência mais longa
3 anos seguidos
Organizador
Philip Meagher
Primeira edição
2022

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

Artistas recorrentes

Os que mais repetem nas edições desta franquia.