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HIP HOP - RAP
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08–11 DE JUL DE 2027
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10 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
O Openair Frauenfeld é o festival de hip hop da Grosse Allmend, a norte de Frauenfeld, na Turgóvia. A Markenlandschaft põe-no em 50 hectares e chama-lhe o urban maior da Europa, com umas 50.000 pessoas por dia. A mesma ficha imprime o arranque em 1987 e, ao lado, desde 1985. A Wikipedia, a NZZ e o Thurgauer Zeitung deixam a primeira em julho de 1987, com o nome Out in the Green: o FC Frauenfeld e Ermano Conti, com a Free and Virgin. O Zeitung conta umas 30.000 e nomeia Status Quo, Marillion e Third World. A NZZ conta 25.000, rock e blues. Em 1994, ainda com aquele nome, o Reitplatz de Winterthur. Em 1998, os Rolling Stones. Depois dos números vermelhos, o Ministry of Rock. A NZZ põe os Fantastischen Vier em 2000 como o primeiro ato de hip hop e Wolfgang Sahli, Mister OAF, à frente desde 2003. A Wikipedia diz que a First Event AG o leva desde 2004. O nome Openair Frauenfeld é de 2006. Em 2007, o prado de baixo, o Auenfeld, porque a Allmend estava ocupada. Em 2017 a Live Nation comprou a maioria. A Mainland, de Zurique, reserva os atos e em 2018 passou inteira à Live Nation. Sahli preside o conselho. René Götz é o CEO, segundo a Nau. A morada que a Markenlandschaft dá é Zürcherstrasse 305, 8500 Frauenfeld.
A página, lida a 28 de setembro de 2026, continua a vender um julho de três dias. Esses dígitos não se imprimem. O julho de 2026 já está caminhado: de quinta 9 a sábado 11. Nicolas Geissbühler conta 28.000 na quinta, 36.000 na sexta e 41.000 no sábado, 105.000 no total. O orçamento de contratações, escreve, era metade do verão anterior, porque Justin Timberlake e os nomes grandes custaram de mais. Três verões antes havia 94 atos. Em 2026, 40. Desde há um ano há um só palco principal, em vez do duplo que se revezava. A Royal Arena fica para trás. A La-Fabrik pede 18 anos. Os cabeças, salvo Sido, cabem em 60 minutos. Ski Mask the Slump God, Homixide Gang e BHZ chegam a uma hora. O vão antes do cabeça fica vazio.
Sido, com banda e com Sido and Friends, encheu hora e meia. Depois de três temas gritou: Ist das jetzt wieder ein Hip-Hop-Festival? Soaram Tausend Tattoos e Astronaut. Mein Block não. Subiram Kontra K, Kitty Kat, B-Tight e Harris, do projeto Deine Lieblings-Rapper de 2004, e um rapaz chamado Deno. Nura, dos SXTN, estava no recinto e não subiu ao tema que partilha com Sido e B-Tight. A crónica não titula essa peça. Rin, que pisou o OAF pela primeira vez há uns dez anos, levou Reezy e Schmytt. Geissbühler dá-lhe 9,5. Os BHZ estrearam Moshpit, ainda por publicar, e disseram que não havia sítio melhor para essa primeira. Lembraram Pablo, o membro morto uns anos antes. O Park Stage ficou-lhes pequeno e, com o novo vão aberto, a gente coube.
Yeat e Ken Carson, escreve, raparam pouco e gritaram muito, com playback inteiro, chamas, CO2 e laser sem um plano que ele visse. A gente celebrou-os. Don Toliver levou um braço de grua de uns 15 metros sobre o público e um pano de parque alpino. Parou cinco minutos por causa dos fogos e seguiu. Muito playback. Gunna rapou quase tudo ao vivo, sem DJ e quase sem bases, e a crónica não fecha um título. Swae Lee ocupou o vão de Wiz Khalifa, que caiu duas semanas antes por um processo penal. O horário mudou para o pôr do sol. Tudo playback, temas dos Rae Sremmurd e de Spider-Man, sem que a crónica nomeie um. O primeiro plano punha-o às 18:50, no vão de Haftbefehl, 45 minutos. SSIO rapou ao vivo diante de uma figura enorme que dispara laser, cospe fogo e lança t-shirts. Pediu contactos de mães.
O Tiefbasskommando caiu e na sexta a La-Fabrik passou a Jule X e à Vokuhila-Mafia, de Berna. Primeiro SGB e depois duas horas e meia de Jule X, com Lil Bruzy, LCone, Mimiks e Buds, de Biel. Umas centenas à frente. No dia seguinte, L Loko e Drini, de Zurique, juntaram menos. Sic4rio tirou a máscara pela primeira vez. De suíços no cartaz, Geissbühler conta dois: Nativ abre a La-Fabrik às 15:00, 30 minutos, e EAZ and Xen abrem a Arena, 35. Sessenta e cinco minutos de hip hop suíço. De artistas lidas como não homens, seis no anúncio: Bia, Molly Santana, BK the Rula, Ceren, Kiarababa e OG Lubia. Bia caiu e um homem substituiu-a. Santana abria a Arena às 16:20.
O arquivo do mesmo autor caminha a sexta de 2025: Young Thug, pontual, com pirotecnia, rapou ao vivo, sem coros de apoio, 27 temas. Não faltaram The London, Hot e Pick Up the Phone. A$AP Rocky, dessa vez, 15. Rocky tinha entrado quando a organização retirou Justin Timberlake, após a rejeição de parte do público. No sábado, 50 Cent abriu com P.I.M.P. e Candy Shop, bailarinas e dois breakdancers, pelo menos seis fatos, e passou o horário em mais de 15 minutos, com mais de 30 temas. A voz foi ficando rouca. Geissbühler chama-lhe de 50 anos. O Süddeutsche, ao anunciar, tinha-o deixado em 49. A blue News põe-no na Arena e regista Lee: respeitam o 50 Cent e aquela música não é a deles. RAF Camora, a mesma noite, tirou um carro de desporto que estava atrás de uma cortina. Jule X perguntou quem tinha ressaca. O sítio conserva-se.
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