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2 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
O Panama Open Air foi o fim de semana de eletrónica, pop e rap no Freizeitpark Rheinaue, em Bona, a cargo da Panama Open Air GmbH. O nome não é o país: o recinto é o parque à beira do Reno, com colinas verdes de onde se vê o chão. A página do festival, e um texto da Travelcircus, dizem que começou como uma rave entre amigos. Não há um ano de arranque que caia num só número. Em 2018 um bilhete andava pelos 50 ou 60 euros. Em 2023 a Travelcircus punha-o a 69,90 euros por todos os dias. A 6 de agosto de 2024 a Radio Bonn escreve que a GmbH pediu a insolvência no tribunal de Bona e que desde sexta ao meio-dia já não podia pagar. O administrador, um advogado da cidade, tinha de ver se o negócio seguia. Não há uma edição posterior verificada. A capa que ainda fala de uma volta em 2024 ficou velha. A Radio Bonn acrescenta que não estava claro se os artistas e o pessoal dessa edição ainda receberiam o dinheiro. Pouco antes dos concertos os bilhetes saíram com um grande desconto e foram oferecidos outra vez a quem mora junto à Rheinaue. A estação escreve que se venderam bilhetes a menos.
Helena Gajewski, na bonnFM a 4 de julho de 2023, caminha a sexta e o sábado da semana anterior. Conta mais de 50.000 pessoas, tantas como nunca, e ao mesmo tempo deixa-o entre os festivais pequenos da Alemanha. A Travelcircus, numa tabela desse verão, põe 25.000. Os dois números ficam. Das colinas vê-se o recinto. A Deutsche Post tem um posto: faz fotos e manda-as como postais. Umas pulseiras atam-se por 10 euros. Há ramos de flores secas, um ponto para encontrar quem se perdeu e redes. O sítio dizia que só se pagava com cartão. A rede móvel do recinto caiu, em muitos postos de comida e de bebida o cartão não passava, e ficou o dinheiro. Quem não levava dinheiro ficou de mãos vazias. As casas de banho eram poucas para aquela gente. As fontes de água, que prometiam filas curtas, falharam em parte.
Na sexta encabeça Martin Garrix. Gajewski não lhe anota um título. Wiz Khalifa cancela a digressão europeia por doença, poucas horas antes. Entra o SSIO, de Bona. Ele diz que o chamaram debaixo do duche e que ficou com o cachet de Khalifa, e dedica-o aos seus liebsten Krümel de Bona. No sábado, Marteria soa com temas entre os quais Gajewski nomeia Kids (Zwei Finger an den Kopf). Os Cascada saem com dois bailarinos e com Everytime We Touch. É o título que fecha essa frase. Ao anoitecer, os HBz estão na Heat Stage, I Hate Models põe techno ao lado e Skrillex ocupa o palco grande. Gajewski diz que não havia melhor combinação para o fecho de sábado, e não deixa outro título desses três.
Depois do set, a bonnFM fala com os HBz. Niklas e Nils estão gastos e contentes. Nils diz que fica nervoso, com dor de estômago, e que a Nicki entra num modo de concentração. Dizem que agora gostam mais de um single novo, ainda fresco, sem lhe dar nome, e que Lebenslang é um favorito de longo prazo. É a entrevista, não a lista dessa hora. No palco, escreve Gajewski, não se notava o caos das caixas e da água.
A RAVEPEDIA caminha 13 e 14 de julho de 2018, também na Rheinaue. Na sexta, no palco grande, Zonderling toca No Good, o tema de então com Don Diablo. Oliver Heldens tem o bloco mais longo, hora e meia, com passos na cabine, temas mais fundos ao estilo de Hi-Lo, confetes, fogo e fogo de artifício, e não deixa outro título. Lost Frequencies e Pan-Pot estão no cartaz dessa nota, sem uma peça. O texto diz que os palcos são mais pequenos do que nos festivais enormes e que o público fica perto, e que de autocarro, comboio ou carro se chega bem. Uma ficha de listas de utilizadores põe Dekon também a 20 de julho de 2018. Essa data fica ao lado, sem copiar a lista.
A 28 e 29 de junho de 2024 o cartaz da loja de bilhetes põe Rita Ora e Tyga na sexta, e os Swedish House Mafia no sábado como espetáculo exclusivo desse verão na Alemanha, com Bonez MC, Chase & Status, Héctor Oaks, Meduza e Tyla, entre outros. É um cartaz. A nota de 18 de julho de 2024 no General-Anzeiger diz que a produção custa milhões e que, duas semanas depois dessa edição, o futuro não está claro. Em agosto chega a insolvência. Não se caminha um tema desse junho. O dia com títulos é o de Gajewski, em 2023, e o No Good de Zonderling, em 2018.
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