✓ 12 edições documentadas — 209 artistas participaram
Cartaz oficial 2026
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Reading Festival 2026

Quando

27–30 DE AGO DE 2026

Onde

Reading, Leitura

País

Reino Unido

Artistas em destaque

+92 mais

Faltam

13
Dias
21
Hrs
54
Min
34
Seg

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas122014–2026
Anos de história13 anosdesde 2014
País habitualReino Unido

Sobre o festival

Reading Festival é uma das instituições mais antigas e resistentes da música popular britânica. Antes de ser o festival jovem, barulhento, enlameado e multigênero que hoje compartilha line-up com Leeds, fez parte de uma história muito mais longa: jazz, blues, rock, contracultura, mudanças de sede, tensões com autoridades locais e uma evolução que reflete, quase década por década, como a juventude musical do Reino Unido foi mudando.

Sua raiz está no National Jazz Festival de 1961, mas Reading como cidade entrou oficialmente na história em 1971. Essa mudança foi decisiva. Richfield Avenue, junto ao rio Tâmisa, transformou Reading em um ponto de peregrinação musical. O que começou com herança de jazz e blues foi absorvendo rock, hard rock, punk, metal, indie, grunge, britpop, emo, hip-hop, grime, pop, eletrônica e drum and bass. Poucos festivais mudaram tanto sem perder o peso do próprio nome.

Durante os anos setenta e oitenta, Reading construiu uma reputação ligada ao rock pesado, às guitarras, ao clima imprevisível e a um público intenso. Não era um festival polido nem confortável; isso fazia parte do seu encanto. A chuva, a lama, os acampamentos e uma energia meio selvagem entraram no mito. Reading se tornou um lugar onde bandas podiam se consagrar, onde o público podia ser duro, onde um show podia parecer histórico ou caótico, e onde o fim do verão britânico tinha gosto de amplificadores, barracas e cansaço feliz.

A chegada de Leeds em 1999 transformou a marca em Reading & Leeds, mas Reading conservou seu papel de sede original. Leeds acrescentou uma dimensão nortista e mais campestre, enquanto Reading seguiu como a raiz histórica, o lugar que carrega a memória mais longa. Os dois festivais compartilham cartel, mas não são idênticos em sensação. Reading tem uma mistura curiosa de tradição e juventude: parece antigo pela história, mas todo ano se enche de adolescentes e jovens adultos que o vivem como se tivesse acabado de começar.

Musicalmente, Reading soube sobreviver porque não ficou congelado em uma única época. Embora seu DNA seja marcado pelo rock alternativo, pelas guitarras e pela cultura de bandas, o festival entendeu que o público jovem já não escuta música em compartimentos fechados. Hoje podem conviver no mesmo line-up um headliner pop, um rapper britânico, uma banda de post-punk, um ato de drum and bass, uma estrela indie, um produtor eletrônico e um artista viral. Essa amplitude às vezes provoca debate entre puristas, mas também explica sua vigência.

O camping é parte fundamental da experiência. Reading não é apenas ir ver shows; é viver vários dias dentro de uma cidade temporária. As barracas, os corredores do acampamento, os vizinhos desconhecidos, as caminhadas até a arena, as noites frias, a chuva possível, as filas, os pontos de comida e o cansaço acumulado são tão importantes quanto alguns palcos. Para muita gente no Reino Unido, Reading é a primeira grande experiência de festival: uma prova de independência, amizade, caos e música.

Também é um festival de memória geracional. Quem foi nos anos noventa lembra de uma coisa; quem foi nos anos 2000 lembra de outra; quem vai agora talvez o associe a pop, rap, eletrônica e novas cenas britânicas. Essa capacidade de pertencer a muitas gerações é rara. Reading não é um museu do rock, embora tenha história de sobra para ser. É um festival que continua discutindo com o presente.

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