2023

INDIE - ROCK

Unaltrofestival

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✓ 1 edições documentadas — 5 artistas participaram

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1 edições para explorar · futuro, live e passado

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Números, sede e manias da casa

Edições documentadas12023–2023
Anos de história14 anosdesde 2013
País habitualItália

Sobre o festival

Unaltrofestival é o encontro de indie e rock do Circolo Magnolia, no Idroscalo de Milão. A Comcerto assina-o. Começou em 2013. A 2 de julho de 2019 ia na sétima edição. O Lino Brunetti assinou-o a 8 de julho no Buscadero. O Luca Franceschini assinou-o a 5 de julho na Loudd. Na mesma noite os Tinariwen estavam na Trienal e os Kiss no hipódromo de San Siro, e o Magnolia não encheu. O Brunetti contou umas poucas centenas. A Jade Bird cancelou por saúde. Manteve-se a troca entre dois palcos, mas, com tão pouca gente, usaram o pequeno do jardim e o de dentro do local, junto às casas de banho. Passava dos trinta graus. O Franceschini diz que tudo escorregou meia hora e que, mesmo assim, adiantaram meia hora a cabeça de cartaz, de modo que quem abria teve menos tempo. O palco de dentro era um forno e o de fora, baixo, custava ver.

Abriu os Eugenia Post Meridiem, um quarteto: a Eugenia na voz e na guitarra, o Matteo no baixo, o Giovanni na guitarra e nos teclados, e outro Matteo na bateria. O disco de estreia, gravado em Berlim, ainda não tinha saído. Tinham contrato com a Factory Flaws. O Franceschini já os tinha visto no Mi Ami. Os três rapazes saíram com perucas prateadas. Melodias, indie rock e um ar folk, sem um título fixado nas duas peças. Depois, os Videoclub, franceses: a Adèle Castillon na voz e nos teclados, o Matthieu Reynaud nos teclados e na guitarra. O Franceschini dá-lhes dezassete anos. O Brunetti viu-os tímidos, como num primeiro concerto. Alguém do público cantava os temas deles. Synth pop em francês. No espaço que lhes ficou meteram duas versões: What Are You So Afraid Of, dos XXXTentacion, e Shadow, dos Chromatics.

A Julia Jacklin e a banda foram outra coisa. O disco recente era Crushing. Abriu com duas baladas seguidas, Body e Turn Me Down. A exceção do primeiro disco foi Leadlight. You Were Right levava um corte de indie rock. Head Alone e Good Guy aproximavam-se do country. O Franceschini soma Pool Party entre as acelerações. A banda dava chão às histórias. Em relação a uns anos antes, o Brunetti viu-a mais solta. O público, em plena sauna, mostrou-lhe carinho, e ela emocionou-se de tocar antes da Anna Calvi. Disse que cinco anos atrás tinha comprado uma Telecaster por culpa dela. No fecho, segundo o Franceschini, agradeceu e disse que então a única coisa que queria era ser como a Calvi.

A Anna Calvi fechou. Pouco mais de uma hora, e o Brunetti deixa-a intensa. Os temas de Hunter, o disco recente, pedem esse tom. Acompanhavam-na a Mally Harpaz, que toca várias coisas, e o Alex Thomas, bateria e eletrónica. Saiu numa luz vermelha que ficou, com cambiantes, toda a função. O arranque foi desse disco: a title-track, Hunter, depois Indies Or Paradise e a pulsante As A Man. Com Wish deixou claro o material. É um blues escuro, quase à maneira dos Doors. Ao vivo pelo menos dobra a duração de estúdio e passa dos dez minutos. O Franceschini deixa-a em quase dez, com insertos de ruído. Não se faz a média: um diz acima de dez, o outro quase dez. Gritos, sussurros, solos de guitarra e estouros de noise. O Brunetti tem-na por guitarrista muito acima da média. O Franceschini diz que ela usa a Telecaster mais como uma arma do que como um instrumento, e que o baixo synth da banda empurra sem parar. Ela própria admite que um concerto assim não pode durar muito.

O primeiro salto ao passado foi No More Words, sensual, e logo a seguir Swimming Pool, romântica, com uma melodia que brilha. Mais tarde, do disco de estreia: Rider To The Sea, Suzanne & I, I'll Be Your Man e Desire, que continua magnética. One Breath não soou. O Brunetti deixa-o como ignorado por completo. O final foi rock gótico, entre Nick Cave e PJ Harvey. Primeiro Don't Beat The Girl Out Of My Boy, áspera. Depois uma versão lívida de Ghost Rider, dos Suicide. O Franceschini deixa-a como o cimo: o ar de Alan Vega, guitarra soberba, bateria e teclado num padrão fechado. A Calvi quase em transe, e no fim uma explosão de acordes. Com o palco ainda no feedback, mostrou a guitarra e despediu-se. Não houve bis. O Brunetti diz que não fazia falta: o percurso já estava fechado.

Site oficial · www.comcerto.it/unaltrofestival/edizione-2023

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Géneros

INDIE

ROCK

Ficha

Mês habitual
junho
Duração típica
45 dias
Cidade habitual
Milan
Organizador
Comcerto
Primeira edição
2013

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