2014–2026

INDIE - POP - ROCK

Live at Leeds

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Edições documentadas132014–2026
Anos de história20 anosdesde 2007
País habitualReino Unido

Sobre o festival

Live at Leeds é um festival de indie, rock e pop. A primeira edição foi em 2007, em salas do centro de Leeds, em Inglaterra. Organizáram-no o Leeds City Council e a Futuresound para marcar os oitocentos anos da cidade. Não é o disco Live at Leeds dos The Who, gravado a 14 de fevereiro de 1970 no Refectory da University of Leeds. Também não é o Leeds Festival de Bramham Park, a data de agosto ligada a Reading. É o percurso de salas e, mais tarde, o dia de parque que a Futuresound plantou em maio.

Nesse primeiro ano cabiam cerca de cinquenta bandas, sessões de cinema e um seminário de indústria. As listas recordam Wild Beasts, Slow Club e Grammatics. Não havia campismo. Havia uma pulseira e um mapa de pubs, academias e clubs. Em 2008 o fim de semana do May Day bank holiday sentou The Pigeon Detectives duas vezes no Millennium Square. O centro era o recinto. Caminhava-se de porta em porta. Perdia-se um set se o outro começasse no mesmo minuto.

As salas explicam o carácter. O Brudenell Social Club, em Hyde Park, é um clube social com dois espaços. A O2 Academy Leeds cabe milhares. The Cockpit foi, enquanto existiu, uma cave de rock. Belgrave Music Hall, Headrow House, The Key Club e até uma igreja — Holy Trinity nas crónicas de 2017 — cabem na mesma pulseira. Sai-se do comboio em Leeds. Caminha-se. Faz-se fila numa rua e ouve-se outro baixo a duas quarteirões. O indie e o pop desse dia não pedem um campo. Pedem sapatos e um plano.

O cartaz serviu de trampolim. Marina and the Diamonds, Mumford and Sons e Bombay Bicycle Club passaram em 2009. Ed Sheeran, Everything Everything e Lightspeed Champion em 2010. James Blake, Anna Calvi, The Futureheads e Frightened Rabbit em 2011. Example, Marina de novo e The Subways em 2012. Crónicas posteriores situam Stormzy e Royal Blood entre quem tocou antes de estádios. Os nomes não são uma lista de troféus. Marcam uma cidade que ouvia o disco seguinte num clube, não numa capa.

Em 2021 a edição de salas passou para outubro por causa da pandemia. Circa Waves, Sports Team, The Big Moon e Frank Carter and the Rattlesnakes ocuparam esse regresso. A Futuresound, com Colin Oliver como diretor, já tinha o Slam Dunk. Joe Hubbard, da equipa, explicou depois que o buraco de maio servia para outra coisa. Em 2022 nasceu o Live at Leeds: In The Park, a 4 de junho, em Temple Newsam. Bombay Bicycle Club e The Vaccines fecharam. Arlo Parks, Sea Girls, Sports Team, The Pigeon Detectives e Confidence Man completaram o dia. O In the City desse ano passou para 15 de outubro.

Temple Newsam não é Bramham Park. É uma quinta a leste de Leeds, com casa senhorial e relvados. O Leeds Festival esteve ali antes de se mudar. O Slam Dunk já usava o sítio. O parque do Live at Leeds abre por volta do meio-dia, com recolher às 23:00 e lançadeiras desde Sovereign Street. Chega-se à estação de Leeds e toma-se o autocarro ou a M1. Não se dorme num campismo oficial de vários dias. Volta-se à cidade. Campo e salas são dois formatos da mesma marca, não dois festivais alheios.

O dia das salas infere-se do plano urbano. Compra-se um dia. Marca-se o Brudenell às quatro e a Academy às nove. Os choques de horário fazem parte do trato: as crónicas de 2017 recordam Frightened Rabbit contra Wild Beasts. Corre-se. Escolhe-se. Perde-se. Na igreja o folk cabe nos bancos. Na cave o rock empurra. À noite o centro enche-se de pulseiras à procura da última porta. Chove muitas vezes. O guarda-chuva serve entre salas. Lá dentro não.

Não é preciso misturar o título com os The Who. O disco de 1970 é um registo de hard rock num refeitório universitário. O festival de 2007 é um mapa de salas e, desde 2022, um dia de parque. O Leeds Festival, em agosto, é outra empresa e outro recinto. Se um cartaz diz Live at Leeds e mostra Townshend em 1970, não é este. Este tem a Futuresound, os 800 da cidade e Temple Newsam como alargamento, não como origem.

Live at Leeds lê-se como o festival que a câmara e a Futuresound começaram em 2007 para o indie, o rock e o pop soarem no centro, e que depois abriu um dia de parque em Temple Newsam. The Pigeon Detectives, Marina, Ed Sheeran, James Blake, Bombay Bicycle Club e The Vaccines guardam etapas. O chão é de clube ou de relvado, não do Refectory de 1970. A cidade fica no meio. O que fica escrito é um maio — e um junho de parque — que se caminha, não um álbum dos The Who.

Site oficial · www.liveatleeds.com

Redes

Géneros

INDIE

POP

ROCK

Ficha

Mês habitual
maio
Duração típica
1 dias
Cidade habitual
Wetherby
Cidades distintas
2
Sequência mais longa
6 anos seguidos
Organizador
Futuresound
Primeira edição
2007

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