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O NASS era o fim de semana de música e desporto de rua no Bath and West Showground, em Shepton Mallet, Somerset. A BBC escreve Mallet. A IQ Magazine escreve Mallett. As duas grafias ficam juntas. Operava-o a Vision Nine. A Superstruct comprou uma parte no ano anterior ao último. Costumava juntar cerca de 30.000 pessoas. O de 2023, de 6 a 9 de julho, esgotou. A 1 de novembro de 2023 a equipa escreveu no Facebook que não haveria NASS em 2024: o custo de vida e o salto dos custos de operação tornavam-no inviável, apesar do esforço. Dizem-se privilegiados de tanta gente ter ido dançar, muita pela primeira vez num festival. A Music Business Worldwide lista-o entre os que anunciaram que não voltam. A BBC perguntou se haveria regresso em 2025. A nota que temos não imprime a resposta.
A visita ouvida é a de Steve Muscutt, a 10 de julho de 2023. Chega no sábado a meio da manhã num autocarro, ao parque azul, levanta passes e pulseiras e procura a cabana de imprensa. O fotógrafo tinha entrado na sexta. Diz que era a sua primeira vez. No domingo, na carrinha, acaba o documentário dos WHAM na Netflix antes de abrirem. Num muro em branco, o cheiro do aerossol mistura-se com quem olha. Gente de Londres pinta com aerossol e diz que cobre o NASS há uns anos. O half pipe está cheio de skaters que competem por um lugar na final de domingo. Olha o guia e diz que há nomes a mais para os ver todos. Fala com Biig Piig, Jessica Smyth, acabada de descer do palco principal: viveu em Los Angeles e acaba de voltar a Londres. Os Easy Life dão-lhe três conselhos: protetor solar, água e toalhitas. Na Violet's Collection compra dois chapéus de balde.
Apanha vinte minutos de Anne-Marie no palco principal. Entra sozinha e fica com o público. Não há um tema. Wu-Tang Clan sobe com roupa de várias cores. Muscutt ata o set aos cinquenta anos desde 1973, quando o hip hop arranca em Nova Iorque, e a uma homenagem a Ol' Dirty Bastard, morto em 2004. Não anota o título. O avanço de fevereiro, de Graham Tarrant, diz que no sábado marcam os trinta anos de Enter the Wu-Tang (36 Chambers) e nomeia Protect Ya Neck e C.R.E.A.M. É a lista que estavam prontos para tocar, não a visita. O mesmo avanço põe Chase & Status Live na sexta, com Blind Faith, End Credits e Mixed Emotions. Muscutt não caminha essa sexta.
De noite entra no armazém Southbank. HEDEX e Eksman acabam de começar. LEDs brancos, silhuetas, e os graves fazem-lhe vibrar as obturações. Aguenta uns quinze minutos. A fila dá a volta ao quarteirão. No domingo o recinto abre às 10:00. Fica uma hora na carrinha. Dentro do half pipe, dois skaters ensaiam. Fala com Joe Unknown, drum and bass do oeste de Londres, na tenda de catering dos artistas, cheia de bolos, e não provam nenhum. Às 14:00 sai, por uma festa de família, quando o half pipe da tarde arranca e entra mais gente. Não ouve Little Simz. O fotógrafo, mais tarde, tira Rachel Chinouriri, Venbee e Kojey Radical. Também não há temas dessas três.
A Stereoboard conta sete palcos. Muscutt escreve seis e mais de 150 horas de música. As duas contagens ficam juntas. O avanço põe Little Simz no domingo, com Sometimes I Might Be Introvert e No Thank You. É o disco que o avanço anuncia, não um fecho caminhado. A ficha local de Shepton Mallet fala de skate, BMX, inline e FMX, e de uma bolsa de 60.000 libras no BMX. É o anúncio, não a ata da final. A IQ Magazine descreve-o como o festival profissional do Reino Unido que junta desporto de ação e música. A WORDPLAY, a 19 de julho, publica fotos de Kate Vice e Lieu desses quatro dias e nomeia o Ring of Fuego, apresentado pela Takis, sem um rider. Muscutt escreve que o baixo deu uma sova às entranhas durante umas 36 horas. O fotógrafo sai depois para voltar ao trabalho da semana. O comunicado diz que a decisão não foi tomada de ânimo leve. John Rostron, da Association of Independent Festivals, chama ao NASS uma porta para gente jovem e diz que o cancelamento pesa em todo o setor: a covid, o custo de vida e a cadeia de abastecimento deixam muitos sem outra saída senão fechar.
O que fica daquele sábado é o half pipe, Anne-Marie sozinha vinte minutos e a homenagem a Ol' Dirty Bastard sem título na nota. O armazém ainda tinha a fila na rua. O campo não voltou a abrir.
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