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LATIN - REGGAE - ROCK
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09–13 DE JAN DE 2027
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Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.
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5 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
No Closer to the Sun, a distância normal entre artista e público pode quase desaparecer. Quem ocupa o palco principal à noite pode estar perto da piscina no dia seguinte, aparecer sem aviso no show de outra banda ou participar de uma atividade a poucos metros dos fãs. Essa proximidade está no projeto desde a origem. Não existe um enorme campo cercado por campings distantes nem uma cidade temporária que exige longas caminhadas. Há um resort diante do Caribe, quatro noites de música e uma comunidade relativamente contida compartilhando restaurantes, piscinas, praia e shows desde o meio da tarde até bem depois da meia-noite.
Slightly Stoopid criou Closer to the Sun em 2014 com a Cloud 9 Adventures no Now Sapphire Resort, em Puerto Morelos. A escolha mais reveladora foi limitar a primeira edição a menos de mil pessoas, justamente quando a banda já tinha capacidade para tocar diante de públicos muito maiores. Citizen Cope, Dirty Heads, Steel Pulse e G. Love & Special Sauce formaram o núcleo do lineup, enquanto Don Carlos, Karl Denson, Ian Neville e Ethan Tucker chegaram como convidados. Slightly Stoopid tocou diversas vezes, inclusive em formato acústico. A ideia não era aumentar imediatamente a escala, mas fazer o contrário: reduzir o número de pessoas para que músicos, fãs e resort pudessem funcionar como uma única comunidade durante vários dias.
As apresentações repetidas logo se tornaram uma característica fundamental. Muitas bandas fazem dois shows e Slightly Stoopid tradicionalmente realiza três. Isso permite modificar repertórios e, principalmente, facilita participações cruzadas. Karl Denson, Don Carlos, G. Love, Chali 2na e outros músicos passaram a funcionar como uma família estendida do evento, entrando nos shows uns dos outros em vez de permanecer isolados em horários próprios. Assistir a uma banda no primeiro dia não elimina a necessidade de vê-la novamente. Um convidado inesperado pode aparecer, uma música virar jam ou todo o clima do segundo set mudar. A programação funciona menos como tabela rígida e mais como rede de músicos convivendo no mesmo lugar.
Entre 2014 e 2017, Now Sapphire e Puerto Morelos definiram a primeira fase. SOJA, Iration, Pepper e Ozomatli chegaram em 2015; Dirty Heads, Matisyahu, Tribal Seeds e Stick Figure em 2016; SOJA, Stick Figure, J Boog e Fortunate Youth em 2017. Reggae era claramente a base, mas rock, dub, funk, hip hop e cultura jam sempre ficaram ao redor. Essa liberdade corresponde à própria trajetória de Slightly Stoopid. Um veterano do roots reggae podia tocar antes de uma banda californiana, um rapper ou um músico funk sem que o público sentisse mudança de festival. A unidade vinha da cena e da cultura compartilhada, não da obrigação de todas as bandas soarem iguais.
Em 2018, Closer to the Sun mudou para Hard Rock Hotel Riviera Maya, perto de Puerto Aventuras. O novo endereço ampliou a infraestrutura sem abandonar o modelo all-inclusive. Shows de tarde e pôr do sol ocupam áreas próximas do Caribe, o Concert Courtyard recebe as grandes apresentações noturnas e outros espaços mantêm música até tarde. A piscina pode se transformar em parte da plateia. Restaurantes, bares e hospedagem fazem parte da experiência, eliminando boa parte da logística normal de festival. Não há necessidade de encontrar transporte depois do último show ou caminhar até uma barraca. O lugar onde se come e dorme também é o local onde o festival acontece.
Isso cria um ritmo muito particular. A música pode começar enquanto o público ainda está de roupa de praia; depois há um show ao pôr do sol, tempo para voltar ao quarto e, mais tarde, o grande encontro no palco principal. Quando termina, DJs e apresentações menores continuam. Yoga, basquete, atividades com artistas, excursões e projetos da Positive Legacy ocupam outros momentos. Closer to the Sun acaba parecendo mais férias coletivas de uma comunidade musical do que um festival tradicional. O pacote não oferece somente ingresso: coloca o visitante por quatro dias num pequeno ecossistema onde quase todos os outros hóspedes viajaram para ouvir as mesmas bandas.
Depois da sexta edição de 2019, com Dirty Heads, Stephen Marley, Stick Figure, SOJA, Toots & The Maytals, Tribal Seeds e Don Carlos, a pandemia rompeu o calendário. O retorno em dezembro de 2021 reuniu Rebelution, Stephen Marley, Cypress Hill, Iration, Pepper, Common Kings, HIRIE e The Movement. Em 2022 vieram 311 e Method Man & Redman. Em 2023, Dirty Heads e Steel Pulse dividiram espaço com um tributo especial aos Beastie Boys. A décima edição, em 2024, trouxe Stick Figure, Sublime, Cypress Hill, Iration e outros nomes, novamente com todas as vagas esgotadas.
A 11ª edição aconteceu em janeiro de 2026, mudando o evento da tradicional janela de dezembro. Rebelution, Dirty Heads, Pepper, The Movement, The Elovaters, HIRIE, DENM, Little Stranger e Rome acompanharam os três shows de Slightly Stoopid, enquanto Damian e Stephen Marley apresentaram juntos uma performance especial. A próxima viagem já está marcada de 9 a 13 de janeiro de 2027, com Stick Figure, Wiz Khalifa, Iration, SOJA, Tribal Seeds, Little Stranger e Lila Iké entre os convidados. O evento já está sold out e opera com lista de espera. Mais de uma década depois, o principal luxo de Closer to the Sun continua não sendo a suíte ou o resort. É algo mais difícil de comprar em grandes festivais: a sensação de que palco, público, músicos e mar continuam todos muito próximos.
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