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✓ 3 edições documentadas — 26 artistas participaram

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Números, sede e manias da casa

Edições documentadas32024–2026
Anos de história3 anosdesde 2024
País habitualColômbia

Sobre o festival

Há algo especialmente natural em CORE ter encontrado uma segunda casa em Medellín. A cidade é cercada por montanhas, atravessada por vegetação tropical e, ao mesmo tempo, possui uma cultura eletrônica forte o suficiente para sustentar clubs e grandes festivais durante todo o ano. Quando Tomorrowland levou o conceito CORE para lá em maio de 2024, não tentou construir uma versão colombiana de seu gigantesco festival belga. Parque Norte oferecia um ambiente mais concentrado, onde house, techno, arte, design e natureza poderiam ocupar o mesmo espaço sem que a experiência dependesse de fogos constantes ou de uma sequência infinita de superstars. O resultado foi uma identidade regional própria dentro da expansão global de CORE: visualmente ambiciosa, mas musicalmente mais profunda e construída sobretudo em torno de longos sets, cultura de club e um público que chegava principalmente para dançar.

A estreia em 11 e 12 de maio de 2024 esgotou ingressos em menos de 48 horas e reuniu quase quarenta mil pessoas durante o fim de semana. Mais de vinte e cinco artistas passaram por três palcos e aproximadamente vinte e duas horas de música. CORE era o centro visual, apresentando o novo rosto monumental que Tomorrowland havia revelado pouco antes em Tulum. Agents Of Time, ANNA, Antdot, Bora Uzer, Kölsch, BICEP, Brina Knauss, Kevin de Vries e Mind Against estavam entre os nomes principais. AltVerda aparecia entre colunas de luz e vegetação com Chet Faker em DJ set, HAAi, DJ BORING, fka.m4a e Dino Lenny, enquanto Arbo utilizava tecidos, fumaça e uma escala mais íntima para Julianna, WOST, Valesuchi, Mystery Affair, Sinego e outros. Desde o primeiro ano, produção internacional e cultura eletrônica latino-americana foram colocadas lado a lado.

O próprio palco CORE ajudou a tornar o debut imediatamente reconhecível. O rosto tinha cerca de dezessete metros de altura e trinta de largura, mas foi desenvolvido como uma estrutura itinerante capaz de caber em um único contêiner. Fontes, jatos de água, fumaça, névoa, iluminação móvel e pirotecnia modificavam a expressão da figura conforme a noite avançava. Medellín, porém, dava outro sentido àquela arquitetura. A vegetação de Parque Norte, a umidade noturna e a proximidade da cidade faziam o cenário parecer menos um objeto colocado sobre um terreno e mais alguma coisa surgindo da própria paisagem. Essa relação está no centro da filosofia CORE: natureza não serve apenas de decoração, mas participa da experiência, e Medellín ofereceu um contexto particularmente forte para essa ideia.

CORE voltou rapidamente em 14 e 15 de fevereiro de 2025. A segunda edição manteve três palcos, mas apresentou uma nova organização. O rosto original de CORE chegou pela primeira vez à Colômbia, MANO apareceu como novo espaço formado por duas grandes mãos emergindo da terra e ARBO reservou bastante espaço para artistas colombianos. Paul Kalkbrenner, Âme, Agents Of Time, Carlita, Dino Lenny, ANNA b2b Vintage Culture, Antdot b2b Maz, Dixon, Bora Uzer e WhoMadeWho representavam a dimensão internacional, enquanto Bibi Seck, Dany F, Paula Temple, Avalon Emerson, KETTAMA, Young Marco e vários talentos locais ampliavam o programa por diferentes caminhos da cultura de club. CORE Medellín começava a deixar de parecer uma visita de Tomorrowland e a se comportar como uma data recorrente do calendário eletrônico da cidade.

A terceira edição, em 20 e 21 de fevereiro de 2026, confirmou essa evolução. Mais de trinta e cinco artistas tocaram para aproximadamente trinta e duas mil pessoas durante duas noites em Parque Norte. Dom Dolla realizou ali sua primeira apresentação na Colômbia, enquanto ARTBAT, VTSS, Patrick Mason, Interplanetary Criminal, 999999999, Indira Paganotto, Kobosil, Mind Against, Dino Lenny e Joris Voorn b2b Yotto levaram a programação de house e melodic techno para techno mais pesado e novas influências de trance. Oscar and the Wolf acrescentou uma dimensão genuinamente live a um festival dominado por DJs, enquanto Cami Vasquez, Niebla, Dezko, Honey Vergony e outros nomes reforçaram a presença colombiana. CORE já não estava simplesmente importando uma estética europeia; começava a se relacionar diretamente com uma cena local que possui tradição, público e identidade próprios.

Essa ligação também passou a existir fora do festival. Tomorrowland Foundation iniciou uma colaboração de longo prazo com 4Eskuela, organização comunitária de Medellín ligada a hip hop, DJing, MCing, breakdance, graffiti e programas criativos para jovens. A iniciativa combina com a forma como CORE descreve atualmente sua presença colombiana: não como uma parada temporária de uma turnê mundial, mas como uma base latino-americana que pretende construir vínculos reais com a cidade. Até agosto de 2026, as datas de uma quarta edição ainda não foram anunciadas, mas a organização fala explicitamente em continuidade. Depois de três edições, Medellín já deu a CORE algo que não pode viajar dentro do mesmo contêiner do palco: uma relação própria entre o rosto monumental, a vegetação de Parque Norte, as noites quentes e uma pista colombiana que acabou transformando o conceito em parte de sua própria cultura eletrônica.

Site oficial · www.core.world

Redes

Géneros

HOUSE

TECHNO

TRANCE

Ficha

Mês habitual
fevereiro
Duração típica
2 dias
Cidade habitual
Medellín, Antioquia
Sequência mais longa
3 anos seguidos
Organizador
We Are One World / ID&T
Primeira edição
2024

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