Ranking
#693
INDIE - LATIN - ROCK
Ranking
#693
Seguidores
69.1 K
Quando
2022
Artistas em destaque
Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.
25 edições para explorar · futuro, live e passado
2025Cosquín Rock España 2025
Números, sede e manias da casa
Cosquín Rock España nasceu como a ponte europeia de uma marca profundamente ligada à história musical argentina. O objetivo não era reproduzir exatamente o enorme encontro realizado nas serras de Córdoba, mas criar um espaço onde artistas espanhóis e latino-americanos pudessem encontrar-se diante de um público que partilha língua, referências e canções nos dois lados do Atlântico. Desde a primeira edição efetivamente realizada, em 2021, o festival mudou de cidade, formato e dimensão, demonstrando capacidade para transformar a sua identidade sem abandonar completamente a cultura rock que lhe deu origem.
As primeiras tentativas de levar Cosquín Rock a Espanha foram afetadas por adiamentos e pelas restrições relacionadas com a pandemia. A primeira edição aconteceu finalmente nos dias 17 e 18 de setembro de 2021 no Marenostrum Fuengirola, recinto ao ar livre junto ao Mediterrâneo e dominado visualmente pelo castelo de Sohail. Robe e Leiva lideraram as duas noites, acompanhados por Los Zigarros, Ciro y Los Persas, Ciclonautas e Aurora & The Betrayers. O cartaz expressava claramente a vocação inicial do projeto: aproximar diferentes gerações do ROCK espanhol e argentino.
Cosquín Rock España regressou a Fuengirola em 17 de junho de 2023 com uma programação muito mais concentrada e potente. Marea representava uma das expressões mais populares do rock urbano espanhol, enquanto La Renga e Skay y Los Fakires levavam à Costa del Sol duas trajetórias fundamentais da cultura rock argentina. Bocanada completava uma jornada construída em torno de guitarras, letras reconhecíveis e públicos particularmente fiéis. Essa edição reforçou a imagem do festival como ponto de encontro de uma comunidade transatlântica desenvolvida ao longo de várias décadas.
A mudança decisiva aconteceu em 2024, quando o festival deixou a costa mediterrânica e se transferiu para Pingüinos Arena, em Valladolid. A nova sede modificou não apenas a paisagem, mas também a amplitude do programa. Hombres G, Arde Bogotá, Gipsy Kings, Ciro y Los Persas, Crystal Fighters, Arizona Baby, Nafta e Cuatro Pesos de Propina partilharam o cartaz com Steve Aoki, cujo encerramento levou a noite em direção à ELECTRONIC. Três palcos, atividades familiares chamadas Mundito Rock e experiências gastronómicas e vinícolas regionais ampliaram o conceito.
A edição de 2025 confirmou que Valladolid não seria uma passagem temporária. Sebastián Yatra, The Kooks, Love of Lesbian, Duncan Dhu, YSY A, León Gieco, Instituto Mexicano del Sonido, Silvestre y La Naranja, La Garfield, Agarrate Catalina, Marlena e Barry B formaram uma programação que atravessava POP, indie, hip-hop, canção latino-americana e rock. A mistura podia parecer distante das raízes mais ortodoxas de Cosquín, mas revelava que a edição espanhola procurava um público próprio em vez de depender exclusivamente da nostalgia argentina.
O contexto castelhano também adquiriu uma importância crescente. Vinhos da Ribera del Duero, propostas gastronómicas e colaborações com restaurantes de Valladolid colocavam a música no centro de uma experiência relacionada com o território. Essa dimensão era mais do que um complemento decorativo: diferenciava o festival de encontros urbanos convencionais e transformava a visita numa descoberta cultural mais ampla. Artistas de Espanha, Argentina, Uruguai, México, Colômbia e Reino Unido reforçavam simultaneamente a sua vocação aberta e internacional.
Em 2026, Cosquín Rock España aumentou a duração para três dias, de 28 a 30 de agosto. A sexta-feira foi dedicada ao rock internacional com Kaiser Chiefs, M-Clan, Puño Dragón, Whisky Caravan, Ilan Amores e um DJ set de Olugbenga, integrante dos Metronomy. O sábado transformou Pingüinos Arena numa grande pista de dança com Paul Kalkbrenner, Claptone, Dmasso, Imbermind, Lola Bozzano, Li|Lu e Kinderlomas. O domingo encerrou numa escala mais alternativa com Ultraligera, Comandante Twin, Oslo Ovnies e Dani del Lío.
Essa organização por jornadas resume a identidade atual do festival. Cosquín Rock España deixou de se limitar ao rock ibero-americano e passou a construir experiências distintas em torno de bandas, música eletrónica e novas cenas alternativas. O projeto permanece ativo depois da edição de 2026, embora ainda não tenha sido anunciada publicamente uma nova data. O percurso do Mediterrâneo até Castela e Leão reflete uma procura constante de escala e personalidade, confirmando o seu valor como lugar de encontro entre gerações, países e formas muito diferentes de viver a música ao vivo.
Géneros
INDIE
LATIN
ROCK
Linha do tempo
Um artista por ano, o de melhor ranking
Os que mais repetem nas edições desta franquia.
Cobertura editorial ligada por relação no arquivo.
Se você curte Cosquín Rock España, estes têm um line-up parecido.