Ranking
#1.247
COUNTRY - ROCK
Ranking
#1.247
Quando
23–26 DE JUN DE 2027
Artistas em destaque
Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.
Faltam
4 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
O asfalto do Brainerd International Raceway não pede um paddock de carros. Pede um palco. Em 2013 Jerry Braam plantou o Lakes Jam nessa pista de Minnesota com cerca de três mil ouvintes e um headliner que as crónicas não largam: REO Speedwagon, que décadas antes já tinha tocado no mesmo recinto como teloneiro. Quem chega à procura de Lakefront Music Fest em Prior Lake ou de Laketown Rock no Canadá engana-se de lago. Aqui o lago é o de Brainerd e o ouvido é country e rock de um fim de semana sobre uma corrida.
Braam não alugou um parque de cidade. Usou o que já tinha: logística, segurança, o predio do Raceway. As notas locais recordam-no como o dono que teve a ideia e que, dois anos depois, abriu o capital a investidores — Ken Lacy, Dan Kavanaugh e outros patrocinadores que já conheciam o recinto — para poder pagar nomes que um só operador não sustentava. Toby Keith e Styx aparecem nessas crónicas como a medida dessa alargamento. Quem trata o Lakes Jam como um festival que nasceu já massivo salta o estreia de três mil pessoas e um fundador que primeiro empilhou vedações sobre uma pista.
O ouvido é country e rock, juntos, não em pistas separadas de outra marca. O cartaz de 2013 já o diz: Gwen Sebastian e The Kentucky Headhunters num dia; Great White, Night Ranger e REO Speedwagon no seguinte. Isso não é um festival de um só género que acrescenta um convidado. É a tese: o Midwest que põe na mesma relva quem vem por um hino de rádio country e quem vem por um riff de rock clássico. Quem imagina um recinto de novidades urbanas engana-se de contrato. Aqui o contrato é carta de êxitos e campismo junto à recta.
A experiência infere-se do formato real. O campismo abria à quinta-feira; o recinto de concertos, à sexta de tarde. Entra-se com passe de dois dias ou de um. Dorme-se em tenda rústica ou num sítio reservado. Quem chega de Minneapolis ou das cidades do lago não encontra um bairro de bares. Encontra um paddock convertido em pradaria, pó de Minnesota, motores que já não correm e um palco que sim. O tempo pode ser o de um Junho do norte: calor de dia, fresco de noite, aguaceiro que transforma a relva em lama. A corrida emprestou o chão; o público empresta as cadeiras dobráveis.
O Lakes Jam cresceu de dois dias para três. Esse alargamento não é um slogan. É a consequência de um recinto que já tinha espaço e de um ouvido que queria mais horas de country e de rock sem se mudar para um estádio. Os números posteriores — milhares que as crónicas citam com prudência — não devem virar troféu. Servem para medir que um estreia de três mil em 2013 chegou a uma escala que Braam não desenhava sozinho. O crescimento não apaga a origem: o Raceway continua a ser o esqueleto. Quem trabalha o recinto não é só pessoal de digressão. É gente de Brainerd e de Baxter que trata o último fim de semana de Junho como seu.
O país dos lagos de Brainerd não é um subúrbio de Minneapolis. É um país de cabanas, de barcos, um sítio onde a gente já está de férias quando chega o último fim de semana de Junho. O Lakes Jam apoia-se nessa geografia: quem acampa não vem só ao concerto; fica num predio que de outro modo seria paddock. As notas oficiais falam de Jammers, de campismo rústico e de sítios reservados. O country e o rock cabem ali porque o público já sabe dormir perto do ruído. Quem imagina um festival que se desmonta à meia-noite e devolve a cidade engana-se de contrato. Aqui o contrato inclui a tenda e o pequeno-almoço com pó de pista.
Não se deve misturar esta pista com o Lakefront Music Fest nem com o Laketown Rock. O Lakes Jam é o de Braam, o de 2013, o de REO Speedwagon no Brainerd International Raceway. Misturá-lo com um festival de Prior Lake ou com um ranch da Colúmbia Britânica porque os três vendem rock junto a um nome de lago é misturar uma recta de Minnesota com outra costa. O solo é o Raceway. O ouvido é country e rock de um encontro que cabe entre um campismo e a meta.
Quem caminha da tenda à vedação quando o sol desce percebe por que o paddock não voltou a ser só paddock. Entre Braam e os investidores, entre o teloneiro dos anos setenta e o headliner de 2013, entre Kentucky Headhunters e Night Ranger, Minnesota teve um festival de country e de rock que não pediu a pista emprestada a ninguém. Jerry Braam empresta o ofício; o Brainerd International Raceway empresta o asfalto. Fica um Lakes Jam que aprendeu a ser grande sem deixar de ser, no fundo, um estreia de três mil pessoas sobre uma corrida.
Géneros
COUNTRY
ROCK
Linha do tempo
Um artista por ano, o de melhor ranking
Os que mais repetem nas edições desta franquia.
#1Estados Unidos
1 edições · 2026
#2Estados Unidos
1 edições · 2026
#31 edições · 2026