Ranking

#812

Seguidores

45.9 K

✓ 1 edições documentadas — 25 artistas participaram

Qual foste (ou vais)?

1 edições para explorar · futuro, live e passado

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas12023–2023
Anos de história21 anosdesde 2006
País habitualPaíses Baixos

Sobre o festival

Lief Festival é um festival de house e techno em Utrecht, nos Países Baixos. A primeira edição foi no sábado 9 de setembro de 2006, no Recreatieterrein Strijkviertel 32. Organizou-o a XSENSE, também escrita X-Sense. Não é o Love Festival. Também não é o Loveland nem o Lowlands. O nome é neerlandês: lief quer dizer íntimo, não é uma palavra inglesa. O recinto é um lago com bosque, a uns dez minutos de bicicleta do centro, para Oudenrijn.

Esse primeiro sábado durou das doze do meio-dia às doze da noite. Havia três palcos e um máximo de umas duas mil pessoas. A pré-venda custava vinte euros. A escala era de dia completo num terreno de lazer, não de fim de semana com tendas. Chega-se de bicicleta. Deixa-se a bicicleta junto à água. Caminha-se entre árvores e margem. O house e o tech-house cabiam nessa medida: perto do lago, sem recinto de estádio.

O cartaz de 2006, recolhido no DJGuide, explica a música. Kevin Saunderson encabeçava o peso de Detroit. Laidback Luke, Marysol, Sidney Samson, Tony Cha Cha, Nuno dos Santos, D-Rashid, Melvin Reese e Rob Soulfire completavam um dia de house e tech-house. Não era uma lista de trance nem de pop. Era um sábado de pistas neerlandesas com um pioneiro americano no topo. Quem ia a Strijkviertel ouvia caixas e graves junto à água, não um palco de rock.

Em 2007 Hubert van de Vecht, da X-sense, disse-o com clareza: lief é íntimo e é neerlandês. Nesse ano o encontro passou de dois a quatro palcos e de umas duas mil a umas quatro mil pessoas. Quase esgotou. A intimidade do nome chocava com o crescimento. O lago continuava ali. O bosque também. Mudava o número de pistas e o tamanho da fila. A XSENSE não fazia só o Lief. Também impulsionou o Supersunday e o Riverdance. O selo da casa era electronic dance em recintos de dia, não um só título.

O after de 2007 moveu-se para o Club Poema, na cidade. O recinto do lago fecha à meia-noite. A noite de clube começa depois. Quem fazia o sábado completo podia passar do bosque para uma sala. Quem só queria o lago ia-se de bicicleta às doze. Esse corte é prático: Strijkviertel não é um campismo de 24 horas. É um terreno de recreio com hora de fecho. Utrecht recupera o silêncio da água e o clube recolhe quem ainda quer pista.

O percurso marca o carácter. Dez minutos de bicicleta desde o centro não são uma viagem de festival de campo. São um deslocamento urbano com árvore no fim. Oudenrijn fica à beira da cidade. Ouve-se o lago, não o cais. Vê-se bosque, não um pavilhão de feira. O calor de setembro holandês pode ser suave. A chuva de setembro não. O terreno de recreio ensopa-se. Os sapatos de house não estão pensados para lama, mas o recinto também não é asfalto de estádio. Quem vive em Utrecht pode ir e voltar duas vezes no mesmo sábado. Quem vem de fora deixa a bicicleta de aluguer junto à água e mede o dia pelo fecho da meia-noite, não por uma tenda.

Não se deve ler Lief como Love. Love Festival e Loveland são outras marcas, outros recintos, outros públicos. O Lowlands é outra escala: um fim de semana grande, outro recinto e outro público. O Lief cabe numa frase curta: um sábado de house junto a um lago de Utrecht, com nome neerlandês. A confusão vem de quem traduz lief por love. Van de Vecht cortou isso em 2007. Essa explicação não deve reabrir-se como se o nome fosse inglês.

A experiência de 2006 deve ter-se sentido justa. Duas mil pessoas, três palcos, doze horas. Podia-se ouvir Saunderson e passar a uma pista mais local sem perder meia hora num corredor. Em 2007, com o dobro da lotação e mais palcos, o mesmo lago pedia mais fila e mais decisão. Quase esgotado significa que o terreno de lazer se encheu. Não significa que Utrecht se tenha tornado um recinto de cinquenta mil. O bosque continua a medir o festival. Entre palcos continua a ver-se água. Essa vista não cresce quando o público duplica. Ficam só mais pessoas à frente.

O Lief Festival lê-se como o sábado da XSENSE em Strijkviertel: house e techno junto ao lago, bicicleta desde o centro, nome íntimo em neerlandês. Kevin Saunderson e Laidback Luke explicam o primeiro cartaz. Van de Vecht explica o nome. O Club Poema explica o after. Love, Loveland e Lowlands explicam o que não é. O lago de Oudenrijn explica o resto.

Site oficial · www.lieffestival.nl

Redes

Géneros

HOUSE

TECHNO

Ficha

Mês habitual
setembro
Duração típica
1 dias
Cidade habitual
Utrecht
Organizador
XSENSE
Primeira edição
2006

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

Artistas recorrentes

Os que mais repetem nas edições desta franquia.

8
Olympe

PAÍSES BAIXOS

1 edições
9
Ferro

PAÍSES BAIXOS

1 edições