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✓ 10 edições documentadas — 101 artistas participaram
Próxima edição

Mad Cool Festival 2027

Quando

07–10 DE JUL DE 2027

Artistas em destaque

Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.

Faltam

279
Dias
21
Hrs
16
Min
28
Seg

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas102016–2027
Anos de história11 anosdesde 2016
País habitualEspanha

Sobre o festival

Madri passou anos observando outras cidades europeias transformarem um fim de semana de verão em uma pequena capital mundial da música. Quando o Mad Cool apareceu em 2016, portanto, não escolheu exatamente começar pequeno. Durante três dias na Caja Mágica, Neil Young, The Who, The Prodigy, Jane’s Addiction, Two Door Cinema Club, Vetusta Morla, Garbage, Biffy Clyro, Flume e dezenas de outros artistas ocuparam cinco palcos. Para uma estreia, a escala parecia a de um festival já consolidado. A intenção era evidente: colocar Madri imediatamente na rota dos grandes eventos europeus.

O projeto havia começado a tomar forma em torno de Javier Arnáiz e Farruco Castromán, com a Live Nation envolvida desde os primeiros passos e Mad Cool Festival S.L. como estrutura organizadora. O próprio nome dava liberdade: não havia um gênero, bairro ou tradição musical específica a proteger. Rock, indie, eletrônico e pop poderiam mudar de importância a cada edição. Em 2017, a fórmula já mostrou sua força. Foo Fighters, Green Day e Kings of Leon lideraram o segundo ano, novamente na Caja Mágica, e o festival esgotou os ingressos.

O sucesso rapidamente tornou o primeiro recinto pequeno demais. Em 2018, Mad Cool mudou para Valdebebas, próximo à IFEMA, em uma enorme área ao ar livre preparada para cerca de 80.000 pessoas por dia. Pearl Jam, Arctic Monkeys, Depeche Mode, Jack White, Queens of the Stone Age e Nine Inch Nails formaram um lineup à altura da expansão. Os 240.000 ingressos das três jornadas foram vendidos. Ao mesmo tempo, problemas de acesso e circulação no primeiro dia mostraram o lado difícil de crescer tão rapidamente. Mad Cool havia conseguido ficar enorme; agora precisava aprender a funcionar como um evento enorme.

Em 2019, The Cure, Bon Iver, The National, Vampire Weekend, The Smashing Pumpkins, Robyn e Prophets of Rage consolidaram o modelo de Valdebebas. Já estava claro que chamar Mad Cool apenas de festival de rock seria simplificar demais. As guitarras continuavam importantes, mas eletrônico, pop, hip hop e diferentes vertentes alternativas entravam naturalmente na programação. O festival não queria reunir apenas uma tribo. Sua escala permitia criar vários ambientes musicais simultâneos e deixar o público construir o próprio caminho.

A pandemia interrompeu essa trajetória. A edição 2020 foi cancelada e o adiamento para 2021 também não pôde acontecer. O retorno real veio em 2022 com cinco dias em Valdebebas. Metallica, The Killers, Muse, Imagine Dragons, Florence + The Machine, Placebo, Deftones, Jack White, Stormzy e Phoebe Bridgers estiveram entre os principais nomes de um programa gigantesco, quase como se dois verões perdidos tivessem sido comprimidos em uma única edição. Aquela foi também a despedida de Valdebebas.

Desde 2023, Iberdrola Music, em Villaverde, é a casa do festival. A mudança trouxe debates sobre transporte, ruído e impacto nos bairros vizinhos, mas também entregou um espaço pensado para grandes eventos. Red Hot Chili Peppers, Robbie Williams, Lizzo, Queens of the Stone Age e The Black Keys abriram a nova etapa. Em 2024 vieram Dua Lipa, Pearl Jam, Måneskin, The Killers e Bring Me the Horizon; em 2025, Olivia Rodrigo, Kings of Leon, Nine Inch Nails, Alanis Morissette, Gracie Abrams e Iggy Pop. A definição de “alternativo” já era suficientemente ampla para comportar quase qualquer direção.

A edição de 2026 celebrou dez anos desde o nascimento de Mad Cool. Os quatro dias receberam identidades distintas e foram liderados por Foo Fighters, Florence + The Machine, Twenty One Pilots e Nick Cave & The Bad Seeds. Lorde, Jennie, Pulp, Moby, Kings of Leon, Halsey, Pixies, The Black Crowes, David Byrne, The War on Drugs e Wolf Alice ajudaram a formar uma programação com mais de oitenta artistas em cinco palcos. O balanço oficial chegou a 215.000 presenças acumuladas. Uma década depois da estreia, Madri já não precisava provar que podia ter um grande festival internacional.

Existe, porém, uma diferença importante para registros históricos. Mad Cool chamou 2026 de décimo aniversário e algumas fontes institucionais usam até “décima edição”. Mas 2020 e 2021 não foram realizados. Contando apenas festivais que realmente abriram os portões, 2026 foi a nona edição. Essa distinção evita transformar cancelamentos em eventos inexistentes. Para 2027, a continuidade está confirmada: o festival deverá voltar em julho a Iberdrola Music com quatro dias, enquanto datas exatas e lineup ainda aguardam anúncio.

Mad Cool já mudou de recinto três vezes, atravessou uma pandemia, enfrentou problemas logísticos e acompanhou a fronteira entre mainstream e música alternativa ficar cada vez menos relevante. Mesmo assim, a ambição continua parecida com a de 2016: transformar Madri, por alguns dias, em um ponto de encontro para artistas que normalmente lotariam grandes arenas individualmente. O que começou como uma tentativa de criar um novo grande festival para a cidade rapidamente virou parte fixa do verão europeu. Hoje, talvez a ideia mais estranha seja imaginar julho em Madri sem ele.

Site oficial · www.madcoolfestival.es

Redes

Géneros

INDIE

POP

ROCK

Ficha

Mês habitual
julho
Duração típica
4 dias
Cidade habitual
Madrid, Madrid
Sequência mais longa
6 anos seguidos
Organizador
Mad Cool Festival SL
Primeira edição
2016

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

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