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HARDSTYLE - HOUSE - TECHNO
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3 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
Magic Festival é o festival de eletrónica ligado a Groenlo, no Achterhoek neerlandês. Quem o leva é a District East Events, uma casa dessa vila. O primeiro dia ao ar livre com este nome foi a 26 de agosto de 2017 na Engelse Schans, em Lichtenvoorde, um forte antigo entre árvores. Hardstyle, hardcore e techno partilhavam o terreno, com o tema Nature Industries. Em 2016 a mesma casa já tinha experimentado uma noite de clube no City Lido de Groenlo, com salas separadas. O festival de dia não é essa noite de teatro. É a data que põe o grave ao ar livre ou dentro de um edifício histórico da vila.
O que o separa de um festival de prado na costa é a escala e o mapa. Groenlo não é Amesterdão. Chega-se de carro por estradas da região, e o recinto cabe numa caminhada curta. A District East parte a eletrónica em zonas: uma para hardstyle, outra para house ou techno, por vezes uma cave para a techno mais funda. Na noite de 2016 o City Theater levava o hardstyle, outra sala a house e a cave a techno. Na Schans de 2017 o dia ia das treze à uma, com nomes rápidos como Phuture Noize, B-Front, Frequencerz ou Delete no lado duro, e techno no outro, T. Raumschmiere entre os anunciados. Não é preciso reconstruir o relógio. Basta o arco: duas famílias de dança no mesmo sítio, e o público a mudar de zona sem mudar de vila.
Durante vários anos a casa coberta foi a Oude Calixtuskerk, a igreja velha de Groenlo, na Mattelierstraat. Desde 2020 o Magic Festival montou ali o Church of Techno. As duas primeiras noites esgotaram. Em 2022 somou-se a Magic Foute Party, uma noite de dance dos anos noventa e dois mil, techno, trance, rave e êxitos em neerlandês, com drag queens no palco. A última noite dentro da igreja foi a 6 de maio de 2023. The Darkraver, Beatcrooks e outras cabines de festa estavam no cartaz. A igreja ia tornar-se o museu 1627 e deixava de servir para concertos. A equipa disse que o Church of Techno continuaria ao ar livre em frente do edifício e que o carnaval da vila passaria para uma tenda. Eram outras datas da mesma casa, não o dia grande da Schans.
Entrar na igreja era outra escala. Teto alto, pedra, um palco onde o hardstyle ou os êxitos ressaltavam na nave. As bebidas iam com fichas, como fixam as condições da District East. O estacionamento e o caminho de acesso contam no terreno nessas regras. De dia, quando a data era a Schans, o forte escondido no bosque dava relva e árvores em vez de bancos de madeira. De noite, na igreja, o fato e a decoração da Foute Party partilhavam a sala com as luzes. Quem vinha de mais longe dormia no Achterhoek, não numa tenda no forte: não há um parque de campismo documentado como parte fixa do formato. Groenlo cabe numa tarde de carro desde as cidades do leste do país. Quem chegava cedo via a torre antes do palco. Lá dentro, o bengaleiro e o bar de fichas marcavam o ritmo tanto como a cabine: sem ficha não havia copo, e a ficha não valia fora do recinto. Na Schans a lama do bosque substituía a pedra, e um casaco leve chegava depois do anoitecer mesmo que a meio da tarde bastasse uma t-shirt. A District East escreve, no próprio texto, que monta conceitos com tema e decoração, não um chão vazio e um só nome. Essa decoração — bosque de noite, nave, festa «foute» — era o outro palco, o que não põe um disco.
Em dezembro de 2024 anunciaram um regresso a 31 de maio de 2025 no Scholtenbrugpark de Winterswijk, das catorze à meia-noite, com duas áreas. Essa página de notícias diz também que a data de 2025 não se realizou. A página inicial, sem ano no aviso, diz que o festival não segue na sede que usavam porque não conseguem garantir a qualidade, oferece reembolso a quem já tinha bilhete e fala de uma pausa, não de um fecho definitivo. Não houve um sábado em Winterswijk em 2025 para contar como formato vivido. O que aconteceu está em Groenlo e em Lichtenvoorde: a igreja até maio de 2023, e o dia ao ar livre que abriu o nome em 2017.
Quando a última noite dentro da Oude Calixtus se apagou, a nave ficou para as obras do museu. Lá fora, Groenlo continua a ser uma vila do Achterhoek, com a torre da igreja e ruas curtas até ao estacionamento. O Magic Festival coube nesse trajeto: do City Lido à Schans entre árvores, e da pedra da igreja a uma pausa anunciada no próprio site. Hardstyle e techno partilharam casa enquanto o edifício ainda recebia concertos. O museu 1627 ficou com a nave. O festival, na página inicial, espera outra sede.
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