Ranking

#482

Seguidores

140.2 K

✓ 15 edições documentadas — 46 artistas participaram
Próxima edição

Magnetic Fields 2027

Quando

2027

Artistas em destaque

Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas152013–2027
Anos de história14 anosdesde 2013
País habitualÍndia

Sobre o festival

Magnetic Fields é um fim de semana de três dias dentro de um palácio do deserto do Rajastão. Agora ocupa Abheygarh, no alto de uma colina de Khetri, na faixa dos Aravalli, dentro de Shekhawati. O edifício é de arenito, com torres, corredores e pátios. A música reparte-se por essas salas: uma pista de dança, um palco virado para as colinas, um poço em degraus para peças lentas, um terraço de pôr do sol e um clube no fundo do labirinto. O mesmo fim de semana cabe eletrónica, concertos e músicos da região. As pessoas dormem no próprio recinto. É uma estadia, não um dia de ida e volta a uma cidade.

Chega-se de estrada a Khetri e sobe-se o outeiro. O sol do fim do inverno aquece a fachada de dia. De noite faz falta um casaco, mesmo que a meio da tarde bastasse uma t-shirt. Entre uma sala e outra o passeio é um corredor ou uma escada, não um descampado de vários quilómetros. O Leste é a casa da dança. O Oeste manda o direto e a eletrónica para as colinas. The Stepwell baixa o pulso: ambiente, sem a pressa da pista grande. No Sundowner o entardecer cai sobre a pedra. O clube fecha o percurso, já dentro do edifício. A comida, a água e o descanso estão no mesmo outeiro. Quem sai um momento à varanda continua a ouvir a sala ao lado. O recinto cabe no outeiro: uma entrada, várias salas e a volta ao mesmo pátio. Não há um campismo solto noutra aldeia nem um segundo recinto que peça autocarro. A entrada do fim de semana abre as salas e a cama. De dia o pátio aguenta o sol sobre o arenito; se o céu se fecha, os corredores cobrem o passeio. Entre duas peças basta uma escada. A água está no mesmo edifício. Ao anoitecer o terraço olha as colinas de Shekhawati sem sair do muro. Quem chega tarde na sexta encontra as mesmas salas, porque o programa cabe em três dias dentro da casa, não num campo que leve vinte minutos a atravessar. Um casaco na varanda e uma t-shirt no pátio resolvem o contraste de fevereiro. O pó da estrada fica no calçado até à saída. A luz do fim do inverno fica na fachada durante a tarde, e o clube no fundo do labirinto é um corredor curto a partir do poço.

A origem está noutro palácio, a uma curta distância de deserto. Em 2013 o Magnetic Fields abriu Alsisar Mahal, um forte do século XVII na aldeia de Alsisar, também em Shekhawati, terra de havelis e de muros pintados. A família do mahal emprestou a casa. Sarah Elizabeth Chawla, cofundadora, disse que o projeto não ia atrás do palco maior nem da multidão mais numerosa. A data era em dezembro, três dias, com música sob teto e nos pátios, e com espaço para ioga e para ficar. Durante dez edições o nome e esse mahal foram a mesma coisa.

O dia em Alsisar começava num pátio de frescos e podia acabar num terraço quando saía o sol. A areia da aldeia entrava no calçado. A aldeia seguia do outro lado do muro, com as suas havelis. Dois invernos, 2020 e 2021, ficaram vazios. Ao voltar, o mahal continuava a ser a casa, dezembro após dezembro, até 2024. O recinto ficou curto para gente que já ia mais pela pista do que pelo cartaz. A equipa escreveu uma despedida ao pessoal do mahal e à aldeia, e fechou esse capítulo.

O capítulo novo realizou-se de 13 a 15 de fevereiro de 2026 em Abheygarh. O cartaz desse fim de semana misturou Rival Consoles, a banda de Auntie Flo e Vieux Farka Touré, guitarrista do Mali que já tinha tocado em Alsisar em 2022, com Barker na sala lenta e com músicos Manganiyar — kamaycha, morchang, khartal, dholak — dentro de uma peça ao vivo sobre o deserto. Não houve um horário publicado como crónica de minutos. O que as críticas fixaram é o outeiro, as salas e esse cruzamento de eletrónica e folk.

O Magnetic Fields reconhece-se por dormir num palácio e caminhar de uma sala a outra durante três dias. Alsisar fica como a casa da primeira década, com os seus dezembros e a sua areia. A casa de agora é a colina de Khetri: arenito, um poço para a música lenta, um terraço para a última luz e uma pista virada para a dança. Entra-se pelo deserto, ouve-se entre muros e sai-se com o mesmo pó nos sapatos. A equipa põe o nome. As colinas de Shekhawati ficam à volta.

Site oficial · www.magneticfields.in

Redes

Géneros

HOUSE

TECHNO

Ficha

Mês habitual
dezembro
Duração típica
3 dias
Cidade habitual
Alsisar, Rajasthan
Cidades distintas
2
Sequência mais longa
15 anos seguidos
Organizador
Sarah Elizabeth Chawla
Primeira edição
2013

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

Artistas recorrentes

Os que mais repetem nas edições desta franquia.

7
Kia

AUSTRÁLIA

1 edições
8
Akanbi

PAÍSES BAIXOS

1 edições