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✓ 3 edições documentadas — 20 artistas participaram

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Números, sede e manias da casa

Edições documentadas32023–2023
Anos de história23 anosdesde 2004
País habitualBrasil

Sobre o festival

O MIMO Festival ocupa durante uns dias uma cidade de património e não cobra a entrada. Dirige-o Lu Araújo, que o fundou em 2004 em Olinda, Pernambuco. A música cabe numa praça, numa igreja ou num palácio, e ao lado há cinema, conversas e oficinas. O sítio da ficha fica. A folha de perguntas diz que todo o programa é grátis. Em algumas salas fechadas é preciso um bilhete gratuito: se a pessoa não chega à hora, o lugar passa a outra.

A primeira, conta Araújo numa entrevista antiga do O Globo, teve cinco concertos. No primeiro houve duas mil pessoas. Ela vinha da loja de discos do pai, em Jacarepaguá, e da sua, a In-dependente. A empresa que nomeia então é a Lume Arte. O motivo de Olinda, nessa mesma conversa, é uma garrafa de cerveja contra a porta da Igreja da Sé no carnaval: quis que a cidade se visse noutro momento. A partir daí a página da casa enumera Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Paraty, Tiradentes, Rio de Janeiro, São Paulo, Itabira, Serra e São Francisco do Sul. Em 2016 chega a Amarante. Uma entrevista de 2026 ao DN Brasil põe umas 24.000 pessoas nessa primeira portuguesa e umas 60.000 a partir da segunda. Em 2017 há uma colaboração em Glasgow com o Celtic Connections. Houve também uma edição no Porto; a Rimas e Batidas situa-a nos anos da pandemia. A página de apresentação fala de 61 edições, 14 cidades e mais de dois milhões de pessoas. A de um ano antes dizia 60 edições e mais de 12 cidades. Quase quatro mil músicos e mais de 600 concertos são números da casa.

O acesso, na folha, inclui zona para mobilidade reduzida, casas de banho adaptadas, sinalização e pessoal. As lojas costumam estar junto ao palco principal. O correio da curadoria é curadoria@mimofestival.com, o das oficinas educativo@mimofestival.com e o geral mimo@mimofestival.com. Há voluntários de produção, acolhimento, imprensa e atividades educativas. A comida depende da cidade. Na folha de Amarante, o pátio de comida do Parque Ribeirinho abre às 18:00. Do aeroporto do Porto, essa mesma folha marca 59 quilómetros pela A4, uns 37 minutos. Em Olinda há um pátio pequeno e bancas à volta. Isso é de 2025, não de Guimarães.

A folha de 2025 reparte o calendário em Rio, de 18 a 21 de junho; Amarante, de 18 a 20 de julho; Olinda, de 12 a 14 de setembro; e São Paulo, de 19 a 21. Acrescenta quatro noites no Jazz in Marciac, a 23 e 27 de junho e a 6 e 7 de agosto, dentro da temporada cruzada Brasil-França. O JC, a 11 de setembro de 2025, ainda antes das portas, chama 16.ª à de Olinda e diz que voltava após sete anos. O JN chama 6.ª à de Amarante daquele julho. O Globo, dias depois, chama-lhe 7.ª e fala de 60.000 a 70.000 pessoas. A Amarante Magazine escreve que 2024 e 2025 as impôs o Supremo Tribunal Administrativo e que, ao fechar, Araújo não sabia se a cidade continuaria. Disse que o MIMO não sairia de Portugal.

Em 2026 a música instala-se pela primeira vez em Guimarães, de 3 a 5 de julho. O cinema vai à parte, de 27 de junho a 1 de julho, porque Araújo viu que o ecrã perdia quando competia com o concerto. Conta à Rimas que estava preparada para esperar por um ano posterior e que a câmara pediu para o fazer já, na única data livre, e não na terceira semana de julho, que era a dela. Chama àquela edição um ponto zero pelo pouco tempo. O Campo de São Mamede, diz, era um parque de estacionamento: sem luz, sem esgoto, sem água e sem rampa. Meses de obra para cumprir na mesma. Marco António Vieira caminha os três dias. O palco principal tem o castelo atrás e o nome projetado na muralha. Na sexta, centenas de pessoas na relva. Oumou Sangaré chega com sete músicos. Fernanda Abreu, também com sete, transforma o campo em pista e é, para ele, o concerto mais festivo da noite. No sábado, às 17:00, no jardim do Paço dos Duques não há ninguém ao sol: o calor não deixa. Alaíde Costa, Mauro Senise e Cristóvão Bastos cruzam choro, jazz e bossa. Perto da 1:30, DJ Reborn segue mesmo quando uma falha técnica apaga a música um momento. No domingo, Mah Damba canta nesse jardim com um quarteto de violino, violoncelo e clarinetes. K.O.G. cancela à última hora e o buraco fecha-se depressa. Zé Ibarra toca no campo. Ao acabar, o público e os músicos viram-se para um ecrã: Vieira escreve que a Noruega eliminou o Brasil no Mundial e que isso tirou fôlego ao fecho. Os Unsafe Space Garden, nove músicos da cidade, ocupam esse buraco. Fecham Daddy G e Don Letts. O último tema, sobre uma base de drum and bass, é Unfinished Sympathy.

Na segunda seguinte, a câmara aprova por unanimidade um patrocínio privado de 150.000 euros. O preço do contrato com a Memories and Heritage Artes desce uns 122.000. O Turismo de Portugal traz uns 170.000, na faixa de projetos de mais de meio milhão. O presidente, Ricardo Araújo, não é parente de Lu nestas páginas. Diz que a aposta correu bem pelo que viu, e que o relatório de público e de hotéis ainda não está. Não há parque de campismo do festival nestas crónicas. Dorme-se na cidade. Em Amarante a folha menciona parques da zona como alojamento, não como porta do recinto. A forma que fica de pé é a de uns dias grátis entre muralha, igreja e praça. O fim de semana que estes papéis percorrem até ao fecho é o de 3 a 5 de julho de 2026, em Guimarães. Araújo diz que às duas da madrugada soube que a orientação era continuar ali. A data posterior não está impressa nestas páginas.

Site oficial · mimofestival.com

Redes

Géneros

JAZZ

LATIN

REGGAE

Ficha

Mês habitual
maio
Duração típica
3 dias
Cidade habitual
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Cidades distintas
3
Organizador
Lu Araújo
Primeira edição
2004

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