2010–2027

HIP HOP - METAL - ROCK

OUT.FEST

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✓ 12 edições documentadas — 10 artistas participaram
Próxima edição

OUT.FEST 2027

Quando

07–10 DE JAN DE 2027

Onde

Cancún, Quintana Roo

País

México

Artistas em destaque

Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.

Faltam

78
Dias
08
Hrs
48
Min
22
Seg

Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas122010–2027
Anos de história23 anosdesde 2004
País habitualPortugal

Sobre o festival

O OUT.FEST continua no Barreiro, na margem sul do Tejo, em salas oficiais e em vãos improvisados. A FAQ do sítio diz que começou em 2004, que cai habitualmente no início de outubro, em três ou quatro dias, e que o organiza a OUT.RA, associação sem fins lucrativos, com o município e a Direção-Geral das Artes, co-programado com a Filho Único. A mesma página diz que já se usaram mais de 70 espaços. Rui Pedro Dâmaso, no Ruído Sonoro em 2020, falava de 60. Os dois números ficam juntos. A RUC chama 21.ª à edição de 2025. A Znaki.fm fala de um 20.º aniversário em 2024 e de uma 21.ª em 2025. O setlist.fm chama 5.ª a 2025 e só lista 2019, 2022, 2023, 2024 e 2025. Esses números ficam juntos. A página inicial, lida a 28 de setembro de 2026, ainda vendia passes para um fim de semana que não tinha começado. Esse cartaz não se caminha aqui.

Robert Barry, no The Quietus a 17 de outubro de 2025, chega tarde por um voo atrasado de Heathrow e entra a meio da passagem de Rashad Becker no teatro municipal Os Penicheiros. Compara-o a ser engolido por uma máquina. Horas depois, Leila Bordreuil, violoncelo, está no armazém ADAO. Ruído branco, harmónicos rasgados, sem um título. Mais tarde, billy woods rapa sobre ritmos que estalam. Houve falsos arranques e um zumbido que foi preciso corrigir. À meia-noite e meia a sala cheirava a erva. O Woods diz que, se encontrou uma coisa em Portugal, é que as regras são um pouco opcionais, e salta o recolher. O Barry não escreve uma canção dele.

Na noite a seguir, Masma Dream World. Incenso em copos de plástico, gelo seco, Devi Mambouka de vermelho e com uma tiara dourada. Cantos partidos por gargalhadas e bateria, sem um título. Divide and Dissolve: o Barry não tinha visto a Takiaya Reed antes. O saxofone soprano abre peças curtas que saltam para riffs e bateria. A Reed, canhota, toca uma guitarra de destro ao contrário, com pedais e duas colunas Marshall. Entre peças desliga os amplificadores para falar, e pede o fim do imperialismo. Sorri o tempo todo. Também não há um título.

No sábado, Martina Berther sozinha no baixo elétrico na Sala 6, com diapasões contra os captadores. Depois o Tashi Dorji bate na ponte da guitarra. No ADAO, Amuleta Apotropaico: o Barry escreve Amuleta. Dois músicos do Porto, um disco prateado num tripé, módulos de sintetizador e, por vezes, uma flauta transversal de madeira. Sem gravações de campo. A Rimas e Batidas caminha essa mesma noite até aos HHY & The Kampala Unit, no ano do disco Turbo Meltdown, saído em abril pela Nyege Nyege. O grupo vai em duo: Jonathan Uliel Saldanha na mesa e Florence Nandawula no trompete e na voz. Não nomeiam uma peça. Depois os Moin, com Tom Halstead e Valentina Magaletti. A crónica cita a peça Melon e uma frase falada; o palavrão dessa frase não se copia. A RUC, que falha o dia final por logística, escreve sim que Sophia Al-Maria interpreta Lift You, do disco You Never End, de 2024, e que volta noutros momentos do concerto.

O fecho que o Barry vê é Erik Dæhlin, na zona industrial, à sombra do mausoléu de Alfredo da Silva, o da Companhia União Fabril. Com ele, a banda municipal do Barreiro, o grupo coral TAB, Pedro Carneiro e o grupo de percussão da Orquestra de Câmara Portuguesa. Marchas, hinos operários, poesia dita e seis metalofones microtonais, os sixxen, que Iannis Xenakis inventou há 45 anos. Os sinos saem de altifalantes junto das bancadas do antigo campo de futebol Santa Bárbara dos operários, afinados para parecerem uma igreja próxima. Passa um ciclista com um altifalante na bicicleta. O Barry acha que faz parte da obra. Três corredores, já não tem a certeza. Umas senhoras ao lado dele falam durante a peça toda. A RUC deixa o dia final na microresidência tekhnē: Billy Moisseron, Radoslaw Hada-Jasikowski, Daina Šteinerte, Paola Avilés, Nischal Khadka e Henrique Varanda, com gravações de campo, e depois Matilde Meireles com o Arquivo Sonoro do Barreiro. A RUC não esteve. As duas versões do fecho ficam juntas.

O Dâmaso conta o arranque ao Ruído Sonoro. Ele e o Vítor Lopes tinham a banda Frango em 1999. Em 2004 o Vítor estagiava como técnico de som no Matadouro do Barreiro e montaram o festival, mais a editora Searching Records, com uma dúzia de CD e cassetes. A associação OUT.RA chega em 2009, para lhe dar forma. O Último Barco escreve Rui Pedro Dâmaso e o mesmo ano da associação. A RUC chama-lhe Rui Dâmaso, diretor, e ouve-o dizer que o Barreiro é visto na prática como cidade satélite da capital. 60 espaços em 2020 e mais de 70 na FAQ ficam juntos. O 20.º aniversário de 2024, a 21.ª de 2025 e a 5.ª do setlist.fm também. O correio do festival não aparece no que carregou.

Site oficial · outfest.pt

Redes

Géneros

HIP HOP

METAL

ROCK

Ficha

Mês habitual
outubro
Duração típica
4 dias
Cidade habitual
Barreiro
Cidades distintas
3
Países visitados
3
Sequência mais longa
6 anos seguidos
Organizador
OUT.RA
Primeira edição
2004

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

Artistas recorrentes

Os que mais repetem nas edições desta franquia.