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3 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
Paredes de Coura é o festival de rock do vale do rio Coura, na Praia Fluvial do Taboão, em Paredes de Coura, no Alto Minho. Leva-o a empresa Ritmos. O director é João Carvalho. A primeira noite foi a 20 de agosto de 1993, grátis, montada em nove dias. O cartaz era português: Ecos da Cave, Gangrena, Cosmic City Blues, Boucabaca e Purple Lips. A câmara pôs 160 contos, cerca de 800 euros. O João passou esses dias numa cabine, com um cartão de dois contos, a ligar às bandas. As três primeiras edições não se pagavam. A partir da quarta, sim. O nome longo de então era Festival de Música Moderna Portuguesa de Paredes de Coura. Vítor Paulo Pereira tocou baixo nos Boucabaca nessas três primeiras e saiu da sociedade em 2009.
São quatro dias de agosto. O palco grande é o Palco Vodafone. O secundário, o Palco BacanaPlay. De tarde há uma sessão mais curta no Parque das Portas de Corno de Bico, com vista para a vila. Acampa-se junto ao rio. Come-se no campismo, na vila ou nos bares da porta. Em 2025 o passe geral saiu a 130 euros e o dia a 60. O relvado sobe em colina. Em agosto há pó e calor.
De 13 a 16 de agosto de 2025 passaram mais de 120.000 pessoas. No dia 13, Cass McCombs cantou County Line entre as árvores. Samuel Úria, no Palco Vodafone, passou por A Contenção e É Preciso Que Eu Diminua, chamou a Carol para Daqui pra trás e segurou um momento com Lenço Enxuto. Unsafe Space Garden gritou «bem-vindos à empresa de demolições». Nilüfer Yanya cantou Call it love e midnight luv. Zaho de Sagazan disse «je t'aime Coura», fechou La symphonie des éclairs e, ao sair, disse que tinha sido o melhor concerto do seu verão. Capicua cantou Medusa, Chiaroscuro, Medo do Medo e Brava, e o público coreou Free Free Palestine. Vampire Weekend fechou com A-Punk, Oxford Comma e New Dorp, New York, a voz de Ezra Koenig, do disco Only God Was Above Us.
No dia 14, Linda Martini fazia vinte anos desde a primeira vez neste festival. Passaram por Boca de Sal, Putos Bons e Gravidade, e fecharam com Cem Metros Sereia. Lola Young cantou Messy e disse que queria mudar-se para Portugal e que aquele era o seu concerto favorito. Perfume Genius, Mike Hadreas, cantou Slip Away e Queen. Maruja não tocou: no lugar entrou Travo, de Braga. No dia 15, Dino D'Santiago saiu de fato preto, a banda de branco, tocou o ferrinho de Cabo Verde e gritou que Coura é amor. Lambrini Girls encheu antes da hora. A cantora desceu e armou o mosh. King Krule voltava desde 2017, com cinco músicos, mais rock do que da vez anterior.
No dia 16 o recinto estava cheio. Hinds, já só Ana Perrote e Carlotta Cosials, cantaram Boom Boom Back, Riding Solo e uma versão de Girl, So Confusing, e gritaram que Coura é o melhor festival do mundo. Sharon Van Etten passou por Live Forever, Afterlife, Every Time the Sun Comes Up e Seventeen. AIR percorreu Moon Safari de noite: La Femme d'Argent, Sexy Boy, All I Need e Kelly Watch the Stars. Choveu e as pessoas ficaram a dançar. Franz Ferdinand, com Alex Kapranos, fechou com Take Me Out. Houve crowdsurf, mosh e pó no ar. De 12 a 15 de agosto de 2026 voltaram umas 115.000 pessoas, menos do que no ano anterior. Durante First Breath After Coma e Salvador Sobral o sol tapou-se quase de todo, perto de 98 por cento. Pelas 16:00, Meute, onze músicos, plantou-se numa margem do Coura. As pessoas meteram-se na água. Sérgio Godinho cantou nessa edição. João Carvalho continua à frente.
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