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1 edições para explorar · futuro, live e passado
2023Sound Waves Portugal 2023
Números, sede e manias da casa
Sound Waves é o festival de techno de Wilson Neves, o fundador, e de Bernardo Bernardes, que o leva com ele. A promotora na folha dos bilhetes é a EXUBERPINK. Começou há cerca de vinte anos, contados em 2025, em São Pedro de Moel, e foi rodando por praias até ficar em Esmoriz em 2017. Esmoriz fica em Ovar, perto do Porto. Numa conversa chamaram ao verão a 16.ª edição e o 18.º aniversário, com a paragem da pandemia no meio. Em 2025 chamaram-lhe o 20.º aniversário. A 11 de julho de 2026 outra folha chamou-lhe o 21.º. As contas não fecham. As três ficam.
É um dia longo na areia. A folha de 5 de julho de 2025 abria às 17:00 de sábado e fechava às 14:00 do dia seguinte. Quem o andou falou de mais de vinte horas. As duas ficam. Dois palcos. O grande e o Vicious. Maiores de 16. Neves diz que o armou porque em Portugal quase não havia eletrónica, e que a eletrónica era um nicho.
A 5 de julho de 2025, na praia de Esmoriz, Nima, da Visual Studio, pôs as imagens. O som aguentou a noite. Fatima Hajji e Rebekah levaram o hard techno. SNTS chegou escuro quando saía o sol. Basswell meteu Massive Attack, Lunar e Bass Down Low. Oguz cruzou hard techno e trance: So Alive e Dance Square Anthem. Onlynumbers misturou temas novos com os velhos. Parsa Jafari, escrito também com o nome cortado noutra crónica, esteve no grande. As duas ficam. Joanna Coelho e Miss Sheila puseram discos juntas. Luciid e Ornella seguiram: schranz, Diggy Sound, e um remix de Innerbloom, de Rüfüs Du Sol, que parou a gente um momento e depois a voltou a mover. Ornella tocou duas vezes. Ao alvorecer, Lorenzo Raganzini meteu um techno com metal. Fantasm, Novah e Jazzy fecharam o grande.
O Vicious era mais curto de som e mais rítmico: trance que se mexe e schranz melódico, com gente de Portugal e de Espanha. O público mais velho aproximava-se desse palco. No grande, milhares. Ninguém deixou um número à porta desse julho.
O resto da folha grande de 2026 seguia com 6EJOU, GTH, Klofama, Kuko ao lado de Johannes Schuster, Ornella, Række ao lado de Røy, Restricted, Sheila, Slvl ao lado de Ush, SPFDJ, Svetec ao lado de O.B.I. e Toxic Machinery. O segundo palco dessa folha punha Becda Caldas, GA7O ao lado de Paisana, GIØ, Gui Bez, Luna, Lunekova, MakeCatBleed, Morgazz ao lado de Cunha, Neltech, Ophell, Pharah ao lado de Satyr e Trik. Nada disso ficou andado. A 8 de julho de 2023 a folha, outra vez em Esmoriz, anunciava 21 horas e punha Indira Paganotto, Nico Moreno, Charlie Sparks, Basswell, Miss Sheila e Ornella. Essa noite também não ficou andada. Bernardes diz que um dia de 21 horas se prepara ao longo de um ano, e que Esmoriz deixa uns dias para ver o Porto.
A folha de 11 de julho de 2026, outra vez na Praia de Esmoriz, punha Adrián Mills, Cloudy e Trym, e falava de umas vinte e uma horas, das 17:00 às 14:00, com dois palcos e 27 passagens. Uma conta de depois põe umas 5.000 pessoas e bilhetes desde 40 euros. A ordem dos temas desse dia não ficou andada. Antes, a folha de inverno punha 14 de fevereiro de 2026 no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, como terceira edição de inverno. Essa noite também não ficou andada. 5.000 é essa conta de julho. Milhares é a praia de 2025. 16 é a idade à porta. 21 horas é a folha. Mais de 20 é quem esteve. As contas não se medem pelo meio.
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