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1 edições para explorar · futuro, live e passado

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Números, sede e manias da casa

Edições documentadas12023–2023
Anos de história15 anosdesde 2012
País habitualEspanha

Sobre o festival

Starlite é o verão de Sandra García-Sanjuán na pedreira de Nagüeles, a sudoeste de Sierra Blanca, entre o Pinar de Nagüeles e Los Manchones, em Marbella. O granito dessas paredes serviu para levantar Puerto Banús. Em 2010 ela e Antonio Banderas armaram uma gala de beneficência com o mesmo nome. O festival de concertos abriu em 2012. Ignacio Maluquer, o marido, levou-a à pedreira para sonhar o sítio. Na sexta 13 de julho de 2012 abriu como clube: 15 euros com uma consumição, 25 se punha um dj de nome. No sábado 14 George Benson abriu as noites de concerto. A bancada portátil era de 3.000. Atrás, 10.000 metros quadrados de pista, copos e tapas. Ela e o marido puseram seis milhões de euros. Davam trabalho a 300 pessoas.

Tiraram quase uma centena de camiões de entulho, sofás velhos, máquinas de lavar e frigoríficos. Em cima, letras ao estilo de Hollywood diziam Auditorio de Marbella, ferrugentas e algumas caídas. Esse auditório tinha sido inaugurado em 1983 com Plácido Domingo. Julio Iglesias, o príncipe Alfonso von Hohenlohe e o tenor tinham querido o sítio, e deixaram-no porque as licenças não acabavam. O arquiteto Jean Porsche misturou uma tenda de fórmula 1, que ela dizia única em Espanha, com contentores para as tapas. No centro, uma pista de cores e sofás insufláveis brancos. Paco Roncero, com o nome elBulli que Ferran Adrià lhe tinha concedido, cobrava as tapas entre 5 e 15 euros, e 25 a ração de presunto. Umas 25 pessoas da equipa dele estavam entre as 300.

Na segunda 16 de julho de 2012 Manuel Cuéllar esteve no concerto de Roger Hodgson. Hora e meia antes, o dj pôs êxitos de ELO, Sting, Phil Collins e Genesis, sem um título guardado. Às 22:00 Hodgson, cofundador dos Supertramp, de que se tinha separado, tocou quase duas horas desses clássicos, e também não ficou um título. Disse que não se via obrigado a gravar material novo, que as canções lhe saíam do coração e que cada dia eram diferentes. A entrada ia de 60 a 100 euros, e de 70 a 120 na bilheteira nesse dia. Um camarote de seis, com champanhe, zona vip e o catering, custava 2.100 euros, a 350 o lugar. As de 40 euros, disse ela, eram quase 20 por cento da lotação.

A 17 de agosto de 2022 Leiva chegou com a digressão Cuando te muerdas el labio. O relógio de luzes marcava um minuto e vinte. O público contou três, dois, um, e uma voz em francês meteu-se. Um aplauso ao ritmo de Solaris meteu-o em cena, com uma camisa de asas pequenas que de longe pareciam pintas, e um chapéu bege inclinado. Terriblemente cruel, e muita gente não pôde continuar sentada. La lluvia en los zapatos. Infinitos, com a corista Esmeralda Escalante. Animales, dos Pereza. Guerra Mundial, com lava no palco, e saudou «Buenísimas noches, Starlite» antes de se apresentar. Lobos, com luzes azuis. Disse que aquilo era um luxo de outra galáxia. Premio de consolación, fumo rosa e azul, com Esme. Stranger Things, sem pipocas. Breaking Bad, e o público cantou «Sobre todas esas cosas que no tienen solución». Disse-lhes que podiam levantar-se, que ninguém os ia julgar, e girou sobre si. Em Superpoderes dançou como Michael Jackson. Flecha apontou ao céu. Pediu três minutos sem telemóvel, «no mundo real», e com a guitarra fez Vis a vis. Contou que uns anos antes, com M Clan, tinha saído o último, e que não se importaria que voltasse a acontecer. Estrella Polar. O irmão Juancho, dos Sidecars, na guitarra, e Leiva plantou-lhe um beijo. No te preocupes por mí. Como si fueras a morir mañana. Os instrumentos fizeram um círculo quase no chão e fechou com Lady Madrid, a camisa aberta.

A 3 de agosto de 2025 Alejandro Hoyos viu Carlos Santana, com lotação esgotada. Começou a horas, com um vídeo. Santana esteve quase o tempo todo sentado e a guitarra não. Michael Carabello, nas congas, acompanha-o desde o princípio de Santana. Cindy Blackman Santana, a mulher, na bateria. Andy Vargas na voz. Karl Perazzo e Paoli Mejías na percussão. Benny Rietveld no baixo. David K. Mathews nos teclados. Ray Greene em coros e trompete. Disse que o amor é mais poderoso do que a estupidez, e houve um silêncio. Soul Sacrifice, Jingo, Samba pa ti e Oye Como Va. María María, Yaleo e Corazón Espinado puseram o auditório de pé. Estreou Me Retiro, com Grupo Frontera.

3.000 lugares é a bancada de 2012, não o esgotado de Santana. 15 e 25 euros são o clube de 13 de julho, não a entrada de Hodgson. 40 euros é o chão que ela citou, não o camarote. 60 a 100, e 70 a 120, são Hodgson. 350 e 2.100 são o camarote. Seis milhões é o investimento dela e do marido. 300 pessoas e 25 da equipa de Roncero não são a mesma cifra. Quase uma centena de camiões é a limpeza, não a lotação. Quase duas horas é Hodgson. Um minuto e vinte é o relógio de Leiva. Três minutos é o telemóvel. 2010 é a gala. 2012 é o festival. 14 de julho é Benson, sem uma canção guardada. O 16 é Hodgson. 17 de agosto de 2022 é Leiva. 3 de agosto de 2025 é Santana. Não se medem pelo meio.

Site oficial · starlitefestival.com

Redes

Géneros

LATIN

POP

ROCK

Ficha

Mês habitual
junho
Duração típica
73 dias
Cidade habitual
Marbella, Málaga
Organizador
Sandra García-Sanjuán
Primeira edição
2012

Linha do tempo

Um artista por ano, o de melhor ranking

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