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2027Suncebeat New Horizons 2027
Números, sede e manias da casa
SuncéBeat New Horizons é o festival de soul do Garden, em Tisno, o da equipa do Southport Soul Weekender. Adam Tiran, Jack Smith e Alex Rennie contam 2015 como a sexta edição, por isso a primeira cai em 2010. A aldeia de pesca liga a costa croata à ilha de Murter. Do centro ao recinto são vinte minutos a pé. Praia de seixos, água azul, três bares e uns postos de comida. O palco de dia é uma plataforma de madeira que entra na baía, com um Funktion One por cima. Quase todo o cartaz toca duas ou três vezes, a horas e em lugares diferentes. O Garden Festival, o que abriu o circuito em 2006, fechou a década em julho de 2015. Esta semana não é essa.
De dia, Gavin Kendrick e Kev Beadle, os dois de Southport, passam por jazz, eletrónica suave e soul, sem um título solto. Motor City Drum Ensemble põe só discos de 45, à beira da bossa e do rare groove, também sem título. O barco Argonaughty, de dois conveses, sai duas vezes por dia com umas duzentas pessoas. No Disco Nights Picnic Boat vão Souldynamic, Late Nite Tuff Guy e Rich Medina. Medina puxa de First Choice, de Loose Joints e de Earth, Wind and Fire, sem uma canção nomeada. Param para jantar num restaurante de praia. Na volta, Late Nite Tuff Guy chega aos edits I Get Deeper e Hold Tight. Atracaram duas horas tarde. A saída durou sete.
O segundo barco é de dia, com sol. Osunlade leva gente da Yoruba Records. Marlow, do coletivo Rainer Trüby de Friburgo, mede-se com Eddy Ramich e com o próprio Osunlade. Hits da editora, sem título. No sábado à noite, no palco grande, Roy Ayers Ubiquity. A noite era abafada e a pista estava cheia. Tem 74 anos. Chega meia hora tarde. Abre com Running Away. Passa por Everybody Loves the Sunshine e We Live in Brooklyn Baby. A voz, por vezes, não se distingue. Compensa com solos de vibrafone. No dia seguinte, The Brand New Heavies, sem um título solto. Na sexta à tarde, no The Soul Tent, Ladies On Rotation, de Edimburgo, levantam a tenda pequena. Também não deixam título.
De noite a luz bate no mar quieto. Motor City Drum Ensemble volta e vai do afrobeat ao techno, sem título. DJ Spen soa as duas vezes que o veem, sem título. O recinto fecha às duas. Quem segue vai quinze minutos de autocarro, de táxi ou de táxi-barco até Barbarellas. Encontraram-no em ruína os fundadores do Garden Festival, quando trouxeram o evento de Petrčane para Tisno. Pista ao ar livre, outro Funktion One, futões, churrasco e vários bares.
Black Coffee, sul-africano, carimba vozes soltas de Turn Me On e de Superman por cima de tech e de afro. Djeff Afrozilla toca hora e meia, a sorrir. Entre o que soa está o arranjo de DJ Spinna de Days Like This, de Shaun Escoffery. Sandy Rivera fecha o sábado de madrugada em Barbarellas. Antes, um 4x4 polido, sem título. No fim, I Can't Go For That, de Hall and Oates, e Nights Over Egypt, de The Jones Girls.
As duzentas pessoas do barco são um cerca. As sete horas não são o plano: chegaram duas horas tarde. A meia hora de Roy não é a hora em ponto. A voz que não se distingue não é o vibrafone. Os 45 de dia de Motor City não são o afrobeat de noite. First Choice, Loose Joints e Earth, Wind and Fire não são canções. The Brand New Heavies, Kendrick, Beadle, Spen e o barco de Osunlade não deixam título. O 2006 do Garden Festival não é o arranque desta semana. A sexta edição de 2015 não é outra conta.
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