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2026Le Plan B du SunSka 2026
Números, sede e manias da casa
SunSka é o fim de semana de reggae do Domaine de Nodris, em Vertheuil, no Médoc. Em 2023 a peça da noite de abertura diz que o festival fazia 26 anos. Em 2025 Jean-Charles Galiacy fala da 28ª edição. As duas contas não caem no mesmo ano de arranque: 26 anos em 2023 apontam para 1997, e uma 28ª edição em 2025, se não faltou nenhuma, aponta para 1998. O fim de semana de 2025 reuniu, na mesma peça, mais de 20.000 pessoas em três dias, uma trintena de milhares, e a legenda fala de uma dezena de milhares por dia. As fotos de 2025 são de J-C. G. A folha de agora põe um Plan B de 29 a 31 de maio de 2026 no Château Liouner, em Listrac-Médoc, com lotação limitada. Essa data já passou e não há uma noite contada.
Na sexta de 2025 abriu Tiken Jah Fakoly. Tinha 57 anos, saltava dentro de uma capa, e os músicos iam de branco. Desde o início soltou Africain à Paris e Ça va faire mal. Flavia Coelho, brasileira, levou a palma do espetáculo mais quente: camisola de basquetebol e botas com franjas. Não ficou título solto dela. Voltou de noite, convidada por MC Solaar. A legenda escreve Coehlo, com um h a mais. Também não ficou título desse regresso.
No sábado 2 de agosto, ao pôr do sol, o palco Natty Dread apertou a garganta. Naâman tinha morrido de um tumor cerebral quase seis meses, dia por dia. A primeira vez no SunSka foi em 2012. Em 2023 tinha sido cabeça de cartaz. Fatlabs e outros a quem Galiacy chama frangins armaram a homenagem. O lema: la vie est un cadeau. Em Skanking Shoes o público todo tirou os sapatos. Galiacy diz que foi o concerto mais seguido do fim de semana. Cedo nesse sábado, Mariaa Siga fazia o seu primeiro SunSka. Vem da Casamansa, no Senegal. Sozinha, com a guitarra e uma caixa de ritmos, diante de umas poucas centenas. Os hinos, para crianças da rua ou para migrantes, não trazem título. Mashmanjaka, de Madagáscar, também não deixam título. Ao fim da tarde, Wiss, o único que resta dos Israel Vibration, o trio dos anos 70, chegou de muletas e saiu em cadeira de rodas, com os Roots Radics. A voz, diz Galiacy, continuava a de um jovem. A legenda escreve Israël. Não ficou título desse set.
No domingo fecharam The Gladiators. Sem um título solto. Assim se apaga a 28ª edição em Vertheuil.
A noite de abertura de 2023, 26ª edição, três dias, 40 grupos, três palcos. No espaço de imprensa, o Ensemble National de Reggae animava o cocktail, sem título. Inna de Yard abriu o primeiro concerto. O terceiro disco, Family Affair, já estava fora. Keith e Tex começaram com Stop That Train e Down The Street. Steve Newland cantou Let The Water Run Dry. Cedric Myton, Youthman. Winston McAnuff dançou sem um título solto. Kiddus I fechou com L'hymne à l'amour e o grupo desceu para dar a mão. Manudigital subiu com Caporal Negus. Abriram pelas colaborações com Queen Omega, Pupajim, Kalash e Panda Dub: a peça não os põe no palco. Soou Mumbaï 808, um aceno a L'Entourloop, que esperava nos bastidores. Manudigital tirou o Casio MT40. O coro foi Only Just Begun, o tema com Joseph Cotton. Disse que tinha acabado o disco Step Up na véspera, com saída em novembro. O single Step Up, com Joseph Cotton e Bellyman, não fica anotado como cantado nessa noite. Patrice estava no palco One Love. Quem escreve tinha um ouvido ali e o outro na conferência. As fotos desse set trouxe-as Super Lolo. O título que fica é Good Vibrations. Smokey Joe, que é Mat Perrein, e The Kid, que é Senbeï, diziam que era a sua última digressão. Dois metais e dois MC, MysDiggy e Yoshi Di Original. Hugo ia da percussão à guitarra. Ficam Prohibition 2 e Smokid All Stars. Senbeï riu-se porque Yoshi acabava de fazer o mesmo freestyle no palco Tropical com Dubamix. A digressão War Is Over tinha a última data a 13 de outubro, na sala do Grand Parc de Bordéus, sob a frase Rendez-nous la fête bordel. L'Entourloop fechou a série: Sir James e King Johnny, o trompete N'Zeng, os MC BlabberMouf e Troy Berkley, e Skarra Mucci pelo EP Golden Nuggets. Pushé, a peça com Biga Ranx. Lift Up Your Head, do disco La Clarté Dans La Confusion. Li Sem. Um scratch à beira do público. As fotos dessa noite são de Laurent Larroque.
1997 não é 1998. A dezena de milhares por dia não é a trintena, nem os mais de 20.000 em três dias. Coelho não é Coehlo. Israel não é Israël. Fatlabs é quem esteve a 2 de agosto. Skanking Shoes é o tema dos sapatos, não um título da Flavia, nem do Wiss, nem dos Gladiators. Africain à Paris e Ça va faire mal são do Tiken, na sexta, não da homenagem. L'hymne à l'amour é do Kiddus I, não de Keith e Tex. Only Just Begun não é Step Up. Good Vibrations é o que fica do Patrice, e quem escreve não estava inteiro nesse palco. O Plan B de maio de 2026 é a folha de agora, não uma noite contada. Os 26 anos são de 2023. Os 40 grupos também. Naâman em 2012 não é Naâman cabeça de cartaz em 2023, nem a homenagem de 2025.
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Se você curte SunSka, estes têm um line-up parecido.