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HIP HOP - POP - R&B
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Quando
04–06 DE JUN DE 2027
Onde
Paris, Paris
País
França
Artistas em destaque
Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.
Faltam
11 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
We Love Green é o festival de música do Bois de Vincennes, no 12.º arrondissement de Paris. A primeira edição foi a 10 e 11 de setembro de 2011, no parc de Bagatelle, dentro do Bois de Boulogne. O 20minutes, a 12 de setembro de 2011, conta mais de 10.000 pessoas em dois dias. O Le Point, a 16 de setembro de 2011, conta 10.000. Ficam os dois números. Armaram-no Marie Sabot, do coletivo We Love Art, e Emmanuel de Buretel, da editora Because Music. Havia painéis solares em vez de um gerador a petróleo, composto, autocarros híbridos desde o metro, e um cenário recuperado de Rungis e de centros de triagem. Marie Sabot contou que uma pista de dança de um showroom da Chanel acabou em caixotes do lixo, e que o material iria depois para salas da região. A página oficial conserva-se.
Max Pilley, na NME a 3 de junho de 2024, data o troço de 30 de maio a 2 de junho e chama-lhe três dias, com 40.000 pessoas à chuva. Emmanuel Marolle, no Le Parisien a 1 de junho às 09:41, caminha a sexta 31 de maio à tarde e fala de várias dezenas de milhar. Ficam as duas marcas de data. Ficam os dois números. O céu não estava azul. A chuva desse dia e dos dias anteriores deixou o chão húmido, com lama e zonas escorregadias. O recinto continuava praticável se se evitavam as poças. Em 2022 foi preciso cancelar os concertos de sábado à noite depois de uma tempestade enorme. Esse sábado não foi uma noite vivida.
Na sexta, a rapper belga Shay tocou sob o chapiteau aberto de La Clairière, antes de Ninho e de Burna Boy. Era o primeiro festival da carreira dela. Umas bailarinas de capuz, em fatos de cabedal, agitaram bandeiras enormes enquanto se viam andaimes e ecrãs. A Shay entrou entre gritos que mexiam a lona e uma maré de telemóveis. Em Notif ligou a câmara do telemóvel, filmou-se em direto e passou a imagem para os ecrãs. Depois sentou-se numa moto a sério para lançar 1000 à l'heure. O Marolle também o escreve 1 000 à l'heure. O público coreou logo Cocorico, Liquide e PMW. A nota das 10:12 do mesmo dia acrescenta Jolie Go. De Cocorico a sala repetiu De quoi tu m'parles. De Liquide, Je ne veux pas du minimum. Ao descer disse que esperava ter estado à altura.
O Ninho, cedo na sexta, tirou a primeira ovação grande do fim de semana. Em La Canopée, o duo de Los Angeles Paris Texas fez saltar Louis Pastel e Felix para o meio do público, e uma parte do público subiu ao palco. No sábado, os BADBADNOTGOOD, de Toronto, tocaram com o vento na cara e a lama nos sapatos. A guitarra slide deu lugar aos sintetizadores de Last Laugh, e a lama salpicou os impermeáveis. L'Impératrice ocupou o palco grande: Flore Benguigui ia de lantejoulas. Pulsar, o terceiro disco deles, saía a 7 de junho. Essa data é a do disco. Kim Gordon, em La Clairière, armou torres de ruído e distorção, com a voz falada do disco The Collective. Four Tet pôs discos no palco LaLaLand e o baixo sentia-se no resto do recinto.
Os Justice chegaram com um fundo a preto e branco e pouco equipamento. Depois do arranque lento de Genesis, o campo enlameado passou a We Are Your Friends e a Waters of Nazareth. D.A.N.C.E. voltou a soar no bis. Quando a sala o perdeu outra vez, Gaspard Augé deixou sair um sorriso. No sábado, fora do perímetro, houve uma marcha grande. Stu Mackenzie, dos King Gizzard & The Lizard Wizard, parou no domingo no palco grande para declarar solidariedade com a gente da Palestina. À frente havia riffs de garagem e círculos.
Kenya Grace, em La Canopée, tirou cedo o tema Paris e depois Strangers, uma das reações maiores do fim de semana. A SZA fechou, semanas antes de encabeçar Glastonbury. Em Low balançou-se numa bola de demolição. Em Kill Bill levou um machete. Voltou com 20 Something envolta numa bandeira palestiniana. Os palcos desse fim de semana foram o grande, La Clairière sob lona, La Canopée e LaLaLand. Caminha-se entre árvores. A chuva de 2024 não parou o fim de semana.
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Um artista por ano, o de melhor ranking
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