2010–2024

AFRO - FOLK - HIP HOP

WOMAD Aotearoa

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✓ 3 edições documentadas — 31 artistas participaram

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Números, sede e manias da casa

Edições documentadas32010–2024
Anos de história17 anosdesde 2010
País habitualNova Zelândia

Sobre o festival

WOMAD Aotearoa faz-se no Pukekura Park, em New Plymouth, no Taranaki. Tim Gruar conta-o na Ambient Light: o fim de semana de 17 a 19 de março de 2023 foi o vigésimo aniversário nesse parque. O público entra com mantas e cadeiras dobráveis no Bowl of Brooklands. A página oficial fica.

A sexta-feira abre com Narukami Taiko, dez tambores. Narukami é o deus japonês do trovão. Uma mulher conduz quase cada peça e o som salta pelo Bowl como pequenos sismos. A noite fecha com os Fly My Pretties, de Barnaby Weir. Holly Smith canta Clarity. Ria Hall solta Where Did My People Go? e Walk. Age Pryor volta com Singing in My Soul, a que estreou no primeiro espetáculo desse grupo, no Bats Theatre de Pōneke, em 2004. Gareth Shute, na Under the Radar a 21 de março, põe nessa mesma fila de vozes Bailey Wiley, Mel Parsons e Anna Coddington. Uma hora depois de abrir, Mdou Moctar, do Níger, solta a guitarra tuaregue e o público bate palmas enquanto o baterista monta tercinas. No canto da cozinha, Cimafunk estufa banana-da-terra e canta espirituais sem acompanhamento, batendo nas panelas. Deva Mahal canta Sister em duo com a irmã Zoe Moon, e o baixo fica com o irmão Imon Starr. Ao escurecer saem os disfarces: uma alforreca humana, uma família ao modo de Dr. Seuss, capacetes de bola de espelhos e um fato de astronauta, sob o lema Out Of This World. A chuva chega quando a última canção do Bowl já acabou. No dia seguinte sai o sol, o monte Taranaki aparece um momento por trás da nuvem e o calor sobe a 22 graus na escala deles.

No sábado, Fantastic Negrito, Xavier Amin Dphrepaulezz, dá o passe com mais energia. Gruar vê o funk de James Brown e uma banda apertada. Do álbum White Jesus Black Problems, de 2022, solta Plastic Hamburgers, sobre um império que se desfaz, an Honest Man e Highest Bidder, sobre a escravatura no Sul. A guitarra não afrouxa.

Tom Scott sai com os Avantdale Bowling Club como um cavalo. Encadeia Trees, Rent too High e Pocket Lint. Julien Dyne castiga a bateria. KY Lee vai no saxofone tenor. Guy Harrison faz o último espetáculo com o grupo antes de ir para Berlim. Scott aponta o público mais velho: de um lado quem quer salvar os arredores, do outro quem quer baixar impostos. Antes de Friday at the Liquor Store fala da renda. Depois vêm F(r)iends e Old Dogs, mais suave. Conta que uma senhora na paragem do autocarro lhe disse que o grupo ia fazer barulho demais. Ele responde que neste encontro, se uma coisa não agrada, há outra ao lado, e que vem desde criança com a mãe.

Mazbou Q, no palco Gables, deixa Weight On My Bars, Anybody, sobre a imigração, e Go and be Free. De noite, Youssou N'Dour e Le Super Etoile de Dakar. Passam Xale Yi Rew Mi, Beykat, Li Mma Weessu e Immigrés. As vozes respondem-se. Os tambores de mão e a bateria levam ao fervor. Uma bailarina de capa roxa gira e depois improvisa os passos. Também entram 7 Seconds e Happy.

No domingo, no Dell, os KITA, de Nikita Tu-Bryant, tocam Too Much Of A Good Thing e Marianna's Trenchcoat, com Ed Zuccollo num Fender Rhodes. O fecho é Sampa the Great. Diz que a banda é a primeira da Zâmbia em Glastonbury e na Ópera de Sydney, e que agora estão no Taranaki. Ouvem-se Energy, Freedom e Never Forget. Em Black Girl Magic, escrita para a irmã mais nova, senta-se no chão de pernas cruzadas. Seguem-se Lo Rain, Mwana, Tilibobo, uma versão de Fu-Gee-la, OMG e Final Form.

Site oficial · www.womad.co.nz

Redes

Géneros

AFRO

FOLK

HIP HOP

Ficha

Mês habitual
março
Duração típica
3 dias
Cidade habitual
Brooklands, New Plymouth
Sequência mais longa
2 anos seguidos
Primeira edição
2010

Linha do tempo

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Artistas recorrentes

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