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23–25 DE JUL DE 2027
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Números, sede e manias da casa
Em Southend-on-Sea a relva de Priory Park não pedia um parque de campismo de três noites nem um festival de Farnham. Pedia, em julho de 2024, um fim de semana inaugural de copos artesanais e de pop, indie e rock: Lazydays Festival, montado pela WeCraft Events — Mike Bromfield, Elliot Waters e Andy Williamson — de 26 a 28. Quem procura Lazy Bishops engana-se de condado. Aqui não há Library Gardens do Surrey. Há um parque com um priorado de um lado e o estuário do Essex do outro. Quem procura Leigh Folk Festival engana-se de tese: aqui a sidra e o gin entram no contrato tanto como a guitarra.
A ideia era um festival de craft drinks com música ao vivo, não um recinto de headliners que vende cerveja de passagem. Quatro sessões: sexta à noite, duas no sábado, domingo longo. As sessões de dia anunciaram-se como familiares, com um bar de mocktails para crianças e entrada grátis para os mais pequenos. O primeiro copo ia com o bilhete. Isso não é pormenor de bilheteira. É a tese: vem-se beber com critério e ouvir bandas, num parque de cidade costeira, sem fingir que se está num campo de Glastonbury.
O cartaz inaugural explicou o ouvido. Craig Charles fechou a sexta. The Futureheads, David Rodigan, Sleeper, Mystery Jets, The Hoosiers, Sundara Karma, Newton Faulkner, Girl Ray, DJ Yoda e The Cuban Brothers ocuparam o resto. Havia dois palcos; o Signature Brew Live Stage dava sítio a nomes mais pequenos. Não é uma lista para presumir. É um mapa: britpop que volta, indie de rádio, selectors de funk e reggae, um DJ que as crónicas citam como nome de culto. Pop, indie e rock num parque de Southend, não num hangar de Londres.
Priory Park não é a praia do pier. É um parque amplo, relva e árvores, com o priorado como vizinho de pedra. Chega-se por Victoria Avenue, entra-se num recinto de cidade, caminha-se entre stands de produtores — mais de cinquenta anunciados — e food stalls. Há provas, uma masterclass de cocktail, Lazy Haze como nome de ambiente. O mar fica perto, mas o festival vive-se de costas para a água, sobre a relva. O tempo de um julho do Essex pode ser sol de estuário ou vento que mexe os copos. Não há campismo de tendas no parque. Volta-se a casa, a um hotel de Southend ou a um comboio para Londres.
Bromfield, Waters e Williamson vinham do ofício dos copos, não de um escritório de booking de estádio. As crónicas locais recordam o pedido de licença à câmara: álcool e música até certas horas, de sexta a domingo. O inaugural foi fotografado: Futureheads diante de um público de relva, Charles na sexta, o fim de semana fechado. Um primeiro festival conta-se como primeiro festival. Não se lhe pede uma década de lenda. Pede-se que o parque tenha soado e que os copos tivessem nome de produtor, não um litro anónimo.
Os números de bilheteira — early bird esgotado em janeiro, passes de sessão e de fim de semana — não devem virar troféu. Servem para medir que Southend cabia um híbrido de bebidas e bandas sem se mudar para um recinto de estrada. O público de dia deve ter sido mais familiar; o da noite, mais de palco. Essa diferença de sessões é o formato. Quem trata Lazydays como um folk de Leigh ou como um sábado de Farnham mistura três geografias.
Não é Lazy Bishops Festival. Farnham fica no Surrey e o seu sábado documentado é 2010, jardim de biblioteca, Amber Rubarth. Não é Leigh Folk Festival, que olha o estuário desde Leigh-on-Sea com outra história de canção acústica. Lazydays Festival é Priory Park, 2024, WeCraft, copos e um cartaz de pop e indie que cabe num parque do Essex. Confundi-los é erro de mapa, não um matiz.
Quem caminha do portão aos stands dos produtores nota que o parque continua um parque de cidade: caminhos, árvores, o priorado no canto do olho. Lazydays Festival lê-se melhor como uma relva de priorado que se recusou a ser só uma feira de cerveja ou só um cartaz de bandas. Entre Bromfield, Waters e Williamson, entre Charles na sexta e Sundara Karma no domingo, entre Southend e tudo o que não é Farnham, o pop e o indie ingleses têm um inaugural de julho que não pediu licença a um festival de costa já escrito. Priory Park emprestou a relva. A WeCraft emprestou a tese dos copos. Fica um fim de semana de cidade que soa a guitarra com um copo na mão.
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