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Les Eurockéennes de Belfort 2027

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2027

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Fan service

Números, sede e manias da casa

Edições documentadas172012–2027
Anos de história38 anosdesde 1989
País habitualFrança

Sobre o festival

Les Eurockéennes de Belfort nasceram em 1989, antes mesmo de existir o nome Eurockéennes. O projeto foi criado a partir de uma iniciativa do Conseil général du Territoire de Belfort, que desejava oferecer um grande acontecimento cultural principalmente para os jovens e aproveitar o contexto das comemorações do bicentenário da Revolução Francesa. Inicialmente, o festival seria realizado no Ballon d’Alsace e por isso recebeu o nome Le Ballon – Territoire de musiques. Questões ambientais e logísticas acabaram levando a primeira edição, de 23 a 25 de junho de 1989, para a Presqu’île du Malsaucy. A mudança foi decisiva. Cercada pelos lagos Malsaucy e Véronne, a península acabaria virando uma das paisagens de festival mais reconhecíveis da França. Em 1990 surgiu oficialmente o nome Les Eurockéennes de Belfort, combinando “européennes” com rock.

Durante os anos 1990, Eurockéennes cresceu ao mesmo tempo em que uma nova geração de grandes festivais franceses se consolidava. O rock dominava a linguagem inicial, mas a programação nunca ficou completamente presa a ele. Ao longo das décadas passaram David Bowie, Radiohead, Rage Against the Machine, Red Hot Chili Peppers, Metallica, The Cranberries, James Brown, Björk, Daft Punk, Bob Dylan, Depeche Mode, Lou Reed, Portishead, The Strokes, Kanye West, Jay-Z, Wu-Tang Clan, Missy Elliott, Rammstein e Foo Fighters. Essa história mostra a transformação central do festival: de evento essencialmente ligado ao rock para uma celebração muito mais ampla da música popular contemporânea, capaz de misturar metal, hip hop, eletrônica, pop, soul e techno.

O Malsaucy explica boa parte dessa continuidade. Em vez de uma grande área vazia preparada temporariamente, o festival ocupa uma reserva natural cercada de água, árvores e praias. A Grande Scène recebe até cerca de 30.000 pessoas, enquanto La Plage permite assistir a shows praticamente diante do lago. Chapiteau Greenroom e La Loggia oferecem outras escalas e aumentam o espaço dedicado a descobertas. O camping acompanha a história do festival desde os primeiros anos e hoje forma uma pequena cidade temporária para aproximadamente doze mil pessoas durante os quatro dias. Para muitos visitantes, chegar em julho, montar uma barraca e caminhar pela península faz parte de um ritual anual. O Malsaucy não é simplesmente o endereço das Eurockéennes: tornou-se parte inseparável de sua identidade.

Outro elemento importante é a organização. O festival pertence à associação sem fins lucrativos Territoire de Musiques, profundamente relacionada à região de Belfort. Dezenas de associações locais participam de projetos de solidariedade, inclusão cultural, prevenção e meio ambiente. Em 2017 o evento recebeu certificação ISO 20121 e, em 2020, conquistou um Arthur Award como melhor festival internacional. Ao mesmo tempo, a curadoria procura equilibrar atrações gigantescas e artistas ainda emergentes. Algumas bandas que posteriormente chegaram aos maiores stages apareceram primeiro em espaços menores do mesmo festival. Essa tradição de descoberta ajuda Eurockéennes a permanecer relevante mesmo depois de décadas.

A pandemia levou ao cancelamento das edições 2020 e 2021, uma interrupção extraordinária para um festival que ocupava o calendário desde o fim dos anos 1980. Quando voltou, recuperou rapidamente tamanho e diversidade. Em 2025, Iron Maiden dividiu o universo do festival com DJ Snake, Damso, Justice, Clara Luciani, Parcels, Ofenbach e La Femme. Essa mistura representa melhor as Eurocks atuais do que a velha definição de festival de rock. As raízes continuam sendo celebradas, mas a organização reconhece que a música popular muda. Rap francês, techno, R&B e pop ocupam hoje espaços tão legítimos quanto as guitarras que dominaram os primeiros anos.

A 36ª edição, realizada de 2 a 5 de julho de 2026, resumiu bem essa filosofia. The Offspring, Social Distortion, Airbourne e Upchuck deram ao primeiro dia uma identidade fortemente rock. Pulp e The Hives conectaram diferentes gerações indie; Ben Harper & The Innocent Criminals e The Lumineers ampliaram a parte orgânica; Orelsan, Aya Nakamura, Josman e Alonzo representaram a força atual de hip hop e pop francófono. Anetha, Nico Moreno e Trym colocaram techno e rave dentro do mesmo mapa. Ao final dos quatro dias, o festival registrou 125.000 participantes e 11.000 campers.

A próxima edição já está confirmada para 1 a 4 de julho de 2027. Mais de três décadas depois do início, Les Eurockéennes de Belfort conseguiram crescer sem se transformar completamente em um festival genérico. Os lineups e gerações mudam, mas Malsaucy, camping, estrutura associativa e convivência entre grandes nomes e descobertas mantêm um fio reconhecível. A palavra rock permanece escondida no nome como memória do começo, mas a verdadeira identidade atual é muito mais ampla. A cada verão, durante quatro dias, uma península próxima de Belfort se transforma numa cidade musical temporária capaz de refletir como a cultura popular europeia vem mudando desde 1989.

Site oficial · www.eurockeennes.fr

Redes

Géneros

METAL

POP

ROCK

Ficha

Mês habitual
julho
Duração típica
4 dias
Cidade habitual
Belfort, Territoire de Belfort
Cidades distintas
2
Sequência mais longa
8 anos seguidos
Organizador
Christian Proust (Conseil général du Territoire de Belfort)
Primeira edição
1989

Linha do tempo

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