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2022Ouest Park Festival 2023
Números, sede e manias da casa
O Ouest Park é o fim de semana de outubro no Fort de Tourneville, em Le Havre: um forte militar reconvertido, com o Le Tetris, o CEM e tendas. Leva-o a associação Papa's Production, também escrita Papa'S Production, desde o início. O turismo de Le Havre deixa-o fundado em 2004. A Ferarock acrescenta que a associação retomou então a organização do Blues à Gogo e armou outra fórmula, aberta ao rock, ao rap e à eletrónica, ao ar livre. Franck Testaert, fundador da associação e diretor do Tetris, conta à Relikto que a primeira edição se montou à pressa com Olivier Renault, para fazer soar os grupos da casa, La Folie ordinaire e Tokyo Overtones. No segundo ano puseram o chapiteau e a tenda berbere. O turismo diz cinco anos em Harfleur e, desde 2009, o forte. A Relikto, em setembro de 2023, mete uma passagem pelo centro de Le Havre e diz que levam doze anos no forte. O blogue dos Stranglers, em outubro de 2024, diz dezasseis anos em Tourneville. As três contas ficam juntas. O Tetris faz dez anos em 2023, portanto abre em 2013. Em 2016 somam um terceiro palco e o Ouestiti, o dia das crianças.
Se 2004 é o ano um, 2023 é a 20.ª edição. A Relikto e a AuxArts anunciam-na assim, de 18 a 22 de outubro, com cinco palcos. A Evous chama 21.ª à de 2024. A Rolling Stone, a 8 de outubro de 2025, diz que já vão em 22 edições. A Lust for Live, sobre o mesmo fim de semana de outubro, diz 22 anos. Os números ficam juntos. A noite com títulos fechados é o sábado 19 de outubro de 2024, no Tetris. O relato é o de RV, na Stranglers France, da digressão Fifty Years In Black. O cartaz do grupo escreve LA Havre. Ele, do Havre, escreve Tétris. Às 21 h abre o Loverman, um solo de piano, trompete de vara e guitarra. O último tema canta-o uma espectadora escolhida ao acaso. O título não está escrito. Os Stranglers têm 70 minutos, sem pausa e sem bis. De Rattus Norvegicus saem Peaches, Hanging Around, Get a Grip, Nice and Sleazy e Go Buddy Go. O JJ diz ao microfone que Go Buddy Go foi o primeiro tema deles, tocado nos pubs. De The Raven, Just Like Nothing on Earth e Genetix. De Black and White, Toiler e Sweden. Don't Bring Harry sai numa versão frenchy, com letras tocadas. Golden Brown e Always the Sun. Do disco Dark Matters, White Stallion, Water e Breathe.
A sala enche-se devagar e já há gente na varanda. Faz calor. Num corredor, o merchandising. Noutra sala, máquinas dos anos oitenta e um flipper. A June, num comentário de 31 de outubro, escreve que lhes tinham dito que não haveria teloneiro e que a sala abriria só para os Stranglers, por isso à chegada não havia lugar à frente. O Bladerunner, a 2 de novembro, chama aos 70 minutos um concerto curto por causa do formato do festival. O mesmo sábado, o Paris-Normandie publica no dia seguinte a segunda noite: MC Solaar no palco grande, e diz que revelou um título novo. O nome não está no que carregou. Antes, o Luther, casaco de esqui e capuz, na primeira digressão. O Favé, aos 19, com o álbum Il le fallait, de 2023. O êxito Urus fica como o sucesso que o colocou, não como uma canção marcada nessa noite. O French 79 soa debaixo do chapiteau. Kitty, Daisy & Lewis, noutro registo. Os palcos dessa crónica são o forte, o Tetris e o CEM.
Entre temas, o JJ fala do urbanismo de Le Havre: explicaram-lhe porque as ruas vão assim e assim, e mexe os antebraços em ângulo reto. Diz que é por causa dos britânicos que bombardearam a cidade. A sala reage. O RV acrescenta, como nota sua, que o forte serviu de guarnição alemã e que depois entraram os americanos, e que a reconstrução de Auguste Perret deixou vias longas e perpendiculares. Isso é a nota do cronista, não uma frase do palco. O mesmo texto lembra a primeira vez dos Stranglers em França: 20 de abril de 1977, no Petit Théâtre, umas trinta pessoas, com Rattus Norvegicus acabado de sair. É a memória do blogue, não a noite de 2024.
A edição de 2025, anunciada para 17 e 18 de outubro, não tem crónica com títulos no que carregou. A Rolling Stone entrevista antes do fim de semana Marius Charles-Rault, programador, do Havre, a primeira vez que arma o cartaz sozinho. No ano anterior tinha coberto substituições de última hora. Ele reparte: o CEM para o local, o palco principal para nomes novos, o forte com 1.200 lugares para quem chega, o Tetris para o rock. Cita The Murder Capital, Sprints, Odezenne outra vez a 18 de outubro no Tetris, e Irène Drésel na mesma noite. É o anúncio, não a passagem. A Lust for Live nomeia Parasite como o clip do disco dos Kap Bambino, não como um tema ouvido no forte. A Festival en France fala de até 6.000 pessoas por noite. Os 1.200 do forte e os 6.000 da noite ficam juntos.
A página de entrada, lida a 28 de setembro de 2026, continua a vender 16 e 17 de outubro de 2026. Essas datas não chegaram. O cartaz dessa página, sem o caminhar, põe os Babyshambles na sexta das 22:30 às 23:30, Médine no sábado na mesma faixa, Kery James e Suzane às 20:30, 2manydjs e Acid Arab de madrugada, Daniel Avery, Temples e Flora Fishbach na sexta. O turismo da cidade diz que o domingo das edições de três dias era de entrada livre. O correio não aparece no que carregou.
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