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Lollapalooza Paris é um festival de rock, pop e hip hop no Hipódromo ParisLongchamp, no 16.º arrondissement de Paris, França. A primeira edição foi a 22 e 23 de julho de 2017. Produz-o a Live Nation France, filial francesa da Live Nation Entertainment. Não é o Lollapalooza Chicago, o encontro de Grant Park que recalibrou a marca em 2005. Também não é Berlin, Stockholm, Mumbai nem as edições de São Paulo, Buenos Aires ou Santiago. É a versão parisiense anunciada a 12 de outubro de 2016 e montada na pista de Longchamp.
A marca Lollapalooza nasceu em 1991 com Perry Farrell como digressão de despedida dos Jane’s Addiction. Após pausas e um reinício falhado, em 2005 Farrell e a C3 Presents fixaram-na como festival anual em Chicago. A Live Nation tomou o controlo maioritário da C3 em 2014. Em França, Angelo Gopee, então diretor-geral da Live Nation France, apresentou Paris como a peça em falta ao lado do Main Square e do Download. Matthias Leullier respondeu a críticas políticas sublinhando que a Live Nation France era uma sociedade francesa com centenas de empregos temporários na montagem. O chão escolhido não foi um bosque de banlieue: foi o hipódromo de Longchamp, entre o Bois de Boulogne e o Sena, com bancadas e pistas reconvertidas em palcos. Longchamp obriga a um dispositivo de segurança de capital: filas longas, controlos de malas e um perímetro que se sente ao cruzar desde o Bois. Do centro o percurso cruza o Bois de Boulogne; da periferia usa-se RER e ligações até ao portão do recinto.
O primeiro fim de semana reuniu cerca de 110.000 pessoas segundo fontes oficiais e imprensa. Red Hot Chili Peppers e The Weeknd encabeçaram. Figuraram também Lana Del Rey, Imagine Dragons, London Grammar, Alt-J, Liam Gallagher, DJ Snake, Marshmello e nomes franceses como IAM ou La Femme. O formato misturava rock de estádio, pop de rádio, hip hop e eletrónica de dança no mesmo recinto. Chega-se de RER, metro ou autocarro até à Porte Maillot ou paragens do Bois; caminha-se ou toma-se uma ligação curta até à pista. Não há campismo de tendas como porta principal. Há perímetro de hipódromo, controlos de segurança densos e um público que mistura Paris, províncias e turistas de julho. Gopee situou o objetivo inicial perto de 50.000 a 55.000 bilhetes por dia na primeira edição, com centenas de média acreditados. As edições sul-americanas e asiáticas da mesma marca não mudam o facto de Paris se jogar em Longchamp.
Em 2020 a pandemia cancelou a edição. Em 2022 o festival voltou em dois dias com cerca de 130.000 pessoas. Em 2023 passou a três dias, de 21 a 23 de julho, com cerca de 170.000 espectadores e cartazes que incluíam Kendrick Lamar, Rosalía, Aya Nakamura, Damso, Lil Nas X e Stray Kids. O salto para três jornadas não se conta aqui como anúncio de temporada: conta-se como a mudança de escala que as fontes de 2023 têm por escrito. Em 2024 a edição parisiense não se celebrou por restrições ligadas aos Jogos Olímpicos e à logística de segurança na capital. Faz parte da história verificável do sítio, não de um calendário futuro. O hipódromo traz bancadas fixas e espaço de pista; não é preciso inventar um vale de campismo para explicar a escala. Longchamp obriga a um dispositivo de segurança de capital: filas longas, controlos de malas e um perímetro que se sente ao cruzar desde o Bois.
Não se deve confundir Lollapalooza Paris com Chicago. Ali o quadro é Grant Park e o lago Michigan. Aqui o quadro é Longchamp e o Bois de Boulogne. Berlin tem outro hipódromo e outro promoter local. Stockholm, Mumbai e as edições sul-americanas usam a mesma marca com outra cidade e outra data. Se um cartaz mostra Illinois ou Brandeburgo e diz Lollapalooza, não é este. Este tem ParisLongchamp, julho de 2017 e Live Nation France. O homónimo corta-se com a cidade e com o hipódromo. A mistura de rock, pop e hip hop no mesmo fim de semana é a herança da marca americana adaptada ao calendário francês de julho.
Lollapalooza Paris lê-se como o festival de rock, pop e hip hop que a Live Nation France montou em Longchamp em 2017 sob a marca de Farrell e C3. A escala é de dezenas de milhares por dia. O chão é de hipódromo urbano, não de campo de campismo. Bastam Paris, Longchamp e 2017 para o separar de Chicago, Berlin, Stockholm ou Índia. O trajeto pelo Bois explica a chegada. O cartaz do primeiro fim de semana já misturava Chili Peppers, The Weeknd e eletrónica de dança. Assim se lê a edição francesa: mesma marca, outro mapa.
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