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Main Square Festival é o primeiro fim de semana de julho na cidadela de Arras, no Pas-de-Calais. O recinto é a fortaleza que Vauban traçou no século XVII, hoje património mundial da UNESCO. Três dias, vários palcos e uma afluência que no fim de semana de 2026 chegou a cento e vinte e seis mil visitas. Organiza-o a Live Nation France Festivals, de acordo com a Comunidade Urbana de Arras e a câmara. O diretor é Armel Campagna. O cartaz mistura pop, rock, rap e eletrónica, com um palco Bastion para grupos dos Hauts-de-France.
Chega-se de TGV desde Paris ou Lille e, da estação, o centro fica a um passeio. O parque de estacionamento do festival fica junto à cidadela. Lá dentro, muralhas e baluartes marcam o recinto: não é um descampado plano. De um palco a outro caminha-se entre pedra e relva. Em julho o sol bate no pátio e água e um boné ajudam; se o céu do norte se fecha, um casaco. Há comida e bebida lá dentro. A Main Stage e o palco Vauban são os grandes. O Bastion fica para o talento regional. Parte da corrente já entra da rede pública, com a Engie e a Enedis: em 2026 a meta era alimentar cerca de oitenta por cento com eletricidade verde e deixar os geradores só em dois palcos. Um dia leva cerca de quarenta mil pessoas, por isso cento e vinte e seis mil em três dias cabem nessa conta. A Grand-Place, onde tudo começou, é um alinhamento de fachadas flamengas raro na Europa; a cidadela é outra escala, com baluartes que guardam o som lá dentro. Muita gente dorme em Arras ou apanha um comboio tarde. Não é preciso um campismo num fosso para ver o dia: entra-se de manhã, muda-se de palco a pé e sai-se pelo portão do forte. O Bastion anuncia-se à parte, quando o cartaz regional está pronto. Entre a pedra e a relva há bancas, não uma aldeia de tendas.
O festival nasceu em 2004 porque a câmara queria um grande evento para mexer a região. A primeira noite foi em julho, na Grand-Place, a cargo da France Leduc Productions. Os Placebo tocaram perante umas dez mil pessoas, com o grupo local Gomm a abrir. A praça, com a sua fila de fachadas barrocas flamengas, aguentou até 2009 umas trinta mil pessoas por dia. Em 2006 os Depeche Mode e os Muse reuniram cerca de quarenta e cinco mil em dois dias. Por essa praça passaram também os Coldplay, os Radiohead e os Metallica. O nome Main Square vem dessa praça maior.
Em 2010 o fim de semana mudou-se para a cidadela e não voltou à praça. O primeiro ano entre os baluartes ultrapassou as cem mil visitas em três dias, com os Black Eyed Peas, os Pearl Jam, a Pink, os Rammstein e David Guetta. A pedra permitiu uma lotação maior do que a Grand-Place e fixou a imagem: um festival de estádio metido num forte do século XVII, a uns minutos do centro de Arras. A Live Nation juntou-se à produção e hoje leva o cartaz. A câmara e a comunidade urbana continuam no acordo.
O fim de semana de 3 a 5 de julho de 2026 foi contado como a vigésima edição e esgotou em fevereiro, meses antes de abrir portas. Cento e vinte e seis mil pessoas em três dias. O cartaz cruzou pop, rap e eletrónica de sala grande: Katy Perry, Orelsan, Marshmello, Paul Kalkbrenner. Os Twenty One Pilots fecharam uma das noites; era a sua única data em França. A imprensa falou de uma cidadela cheia e de uma saída lenta no fim, com uma só porta aberta durante muito tempo. Isso não muda o formato: três dias, vários palcos, pedra à volta e um comboio de volta no domingo à noite.
O Main Square reconhece-se por esse julho na cidadela de Arras. A Grand-Place fica como os primeiros anos, com os Placebo e as fachadas flamengas. A casa de agora é o forte de Vauban: primeiro fim de semana de julho, pop e rap de cartaz grande, um palco para a região e a corrente cada vez mais ligada à rede. A Live Nation France põe os nomes. A câmara pôs o primeiro impulso em 2004. Quem sai da cidadela volta a um centro de arcadas, não a um polígono. Armel Campagna dirige o fim de semana com a câmara, a comunidade urbana, a Engie e a Enedis no mesmo acordo de corrente.
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