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Números, sede e manias da casa
Lollapalooza Stockholm é um festival de rock, pop e hip hop em Estocolmo, na Suécia. A primeira edição foi no final de junho de 2019 no parque de Gärdet. Produzem-no Perry Farrell, WME, C3 Presents e Live Nation Sweden com a filial Luger. É a edição sueca do encontro que Farrell fundou como digressão em 1991 e que fixou sede no Grant Park em 2005: vários palcos num parque urbano do centro de Estocolmo.
O anúncio chegou em maio de 2018. A Live Nation e a Luger situaram Estocolmo como terceira cidade europeia após Berlim e Paris. Gärdet é um parque histórico no coração da capital: chega-se de metro ou autocarro, entra-se num perímetro de festival e caminha-se entre palcos sobre relva sem montar uma aldeia de camping como única porta. Quatro palcos concentraram rock, pop, hip hop e eletrónica. O formato é Lollapalooza de cidade: bilheteira, gastronomia e mapa de sobreposições, não um folk de loch nem uma sala a cappella.
A edição de 2019 reuniu cabeças como Foo Fighters, Lana Del Rey e Travis Scott, com Laleh, Bring Me the Horizon, The 1975, Billie Eilish, Greta Van Fleet, The Hives e Eric Prydz entre outros nomes verificados. Crónicas locais falaram de dezenas de milhares de assistentes e de um fim de semana soalheiro em Gärdet. Em 2020 e 2021 o encontro foi cancelado pela pandemia. Em 2022 voltou ao parque. Em 2023 figuras como Travis Scott, Kygo, Lizzo, Zara Larsson, Mumford and Sons e Lil Nas X figuraram em crónicas dessa edição. Rock, pop e hip hop cabem porque o mesmo dia pode passar de um set de guitarra a um bloco eletrónico ou de rap.
O recinto lê-se no plano. Desce-se numa estação próxima. Cruza-se para Gärdet. Escolhe-se um palco e muda-se de mapa. Não há uma única sala a fechar o dia. Há sobreposições e filas. Quem fica num só palco perde o contraste sueco e internacional. Quem atravessa o parque ouve a mudança de volume. As notas da Live Nation e da imprensa sueca não vendem um festival de aldeia: vendem Estocolmo, Gärdet e uma marca que já existia na América e na Europa.
O fim de semana de 28 a 30 de junho de 2019 transformou Gärdet num parque de quatro palcos. Foo Fighters, Lana Del Rey e Travis Scott ocuparam as cabeças de cartaz. Na mesma relva soaram Laleh, Bring Me the Horizon, The 1975, Billie Eilish, Greta Van Fleet, The Hives e Eric Prydz. O dia junta rock de guitarra, pop, hip hop e um bloco eletrónico, com nomes suecos ao lado das digressões internacionais. A imprensa local falou de sol e de dezenas de milhares de pessoas. O número que circula para essa primeira edição ronda os 56.000. Chega-se de metro ou autocarro, cruza-se o perímetro e caminha-se de um palco a outro. A sobreposição é o problema prático: um set dos Hives e um set de Eric Prydz podem coincidir, e ficar num só palco apaga metade do cartaz. Comida e bebida estão no mapa do parque. A luz de junho em Estocolmo alonga a tarde, e o público move-se com ela.
O anúncio tinha chegado em maio de 2018. Live Nation e Luger colocaram Estocolmo como cidade europeia do formato, com Perry Farrell, WME e C3 Presents na produção. Em 2020 e 2021 o encontro foi cancelado por causa da pandemia. Em 2022 voltou a Gärdet. Em 2023 as crónicas citaram Travis Scott, Kygo, Lizzo, Zara Larsson, Mumford and Sons e Lil Nas X no mesmo parque. Em 2024 anunciou-se uma pausa. Para quem lê a página, o festival é esse parque do centro: vários dias, vários palcos, rock, pop e hip hop, e um trajeto curto em transporte urbano. O cartaz nórdico ouve-se ao lado das cabeças de digressão. Laleh e The Hives ocupam o mesmo chão de uma produção vinda de fora. Percorre-se o recinto a pé. Gärdet, o metro e essas edições de junho chegam para dizer o que foi o Lollapalooza Stockholm na cidade. O parque entende-se melhor de pé do que num plano. Quatro palcos, e o público escolhe com os pés: um bocado de rock sueco, um bocado de hip hop, um fecho eletrónico quando a luz já vai baixa. Laleh puxa o cartaz para a cidade. Foo Fighters e Lana Del Rey abrem-no à grande digressão. No meio há fila, relva e o som do palco ao lado. Em 2022 o regresso ao mesmo sítio mostrou que Gärdet podia repetir o formato depois de dois anos sem festival. Em 2023 Kygo e Zara Larsson devolveram ao programa nomes que o público escandinavo já cantava, ao lado de Travis Scott e Lil Nas X. A pausa anunciada em 2024 não apaga essas edições. Quem tem bilhete chega a um parque do centro, ouve vários géneros no mesmo dia e sai outra vez para o metro. Isso é o festival na prática: relva, horários sobrepostos e um cartaz que mistura Estocolmo com o resto do mapa.
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