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1 edições para explorar · futuro, live e passado
2023Tomavistas Festival 2023
Números, sede e manias da casa
Tomavistas é o fim de semana de pop, rock e hip hop da Caja Mágica, em Madrid. Carlos Marcos, no El País, caminhou a primeira das três jornadas da nona edição: a noite de quinta-feira 29 de maio de 2025. JC Peña, no Mondo Sonoro, tinha caminhado a sexta e o sábado da oitava, datada de 25 de maio de 2024, quando o festival ainda ocupava o estacionamento do mesmo recinto. Em 2024 a lotação tinha crescido quase ao triplo, havia quatro palcos, faltava sombra à tarde e não havia relva no asfalto. Em 2025 Carlos contou três palcos, os dois grandes a alternar, e um público sobretudo novo.
Amaia Romero, navarra, 26 anos, teve 75 minutos. Começou com Tocotó. Puxou de Si abro los ojos no es real, o terceiro disco: Magia en Benidorm, M.A.P.S. e Auxiliar. Cantou Tengo un pensamiento, a que tinha levado ao La Revuelta. Santos que yo te pinté, a versão dela de um tema de Los Planetas, fê-la na plataforma mais alta, agarrada ao pé do microfone, com violino e guitarra. Nas fotos do próprio texto aparecem Yamaguchi, com o guitarrista Luis Martínez, e Ya está, na harpa. Atacou Me pongo colorada, de Papá Levante, e fechou com Bienvenidos al show. Ela e os cinco músicos dançaram uma samba de despedida e abraçaram-se atrás do palco. Havia umas 5.000 pessoas, meia lotação. Disse «Joé, qué bien lo estamos pasando». Dos sapatos de salto: «Madre mía estos zapatos, voy a acabar ensangrentada». Do vestido: «Que me estaba quedando en bolas». Trocou a frase de Tierno Galván por «ahora a ponerse un poco borrachitos y a disfrutar». Tocou piano, harpa e guitarra, e dançou.
Depois rapou Mala Rodríguez, criada em Sevilha e nascida em Jerez, 46 anos. Celebrava 25 anos de Lujo ibérico. Abriu com Tengo un trato. Cantou Tambalea em cima da mesa do DJ e convidou a gente a subir para dançar. De La cocinera saíram os versos do polir e lixar, o rap sem luzinhas e as cócegas à vida. Ia de preto curto, com correias prateadas e franjas. Numa foto do texto rapa no meio do público. Carlos lembra que aquele primeiro disco a meteu, aos 20 anos, num hip hop espanhol de homens.
Na sexta da oitava, no estacionamento, La Luz fez surf e psicodelia, sem títulos, e Repion soou no palco ao lado. Bodega misturou post-punk e indie. Standstill voltou com intensidade. Os Dinosaur Jr. tiveram problemas de som. Quando se arranjaram, tocaram Freak Scene e Feel the Pain. O baixo de Lou Barlow perdia-se por momentos. Los Planetas celebravam trinta anos de Super 8. Abriram com De viaje, em quarteto, sem Eric na bateria. Seguiram Qué puedo hacer, Rey sombra e Brigitte. J, já sem a timidez de antes, disse que continuavam ali e lembrou-se dos imitadores. Depois La caja del diablo, Manchas solares, Nuevas sensaciones e Mi hermana pequeña. À mesma hora, Alcalá Norte substituía os Dry Cleaning. Os Editors releu Killer, de Adamski e Seal. The Blaze fechou essa jornada. Hinds e Melenas partilharam palco, sem títulos.
No sábado, Laetitia Sadier, dos Stereolab, brincou «Gracias por coceros» sob o sol, sem títulos soltos. Villagers, com Conor O'Brien, também não deixou títulos. Derby Motoreta's Burrito Kachimba cantou La fuente e dedicou o concerto a Los Estanques. Esses devolveram o gesto e tiraram um George Michael de faz-de-conta que depois passeou o festival. The Jesus and Mary Chain começou tíbio, com um som de lata, e depois envenenou Sidewalking, Blues from a Gun e Just Like Honey. Fechou com Reverence. Phoenix, de Versalhes, apoiou o trecho em Alpha Zulu, o disco de 2022, com paragens em êxitos da carreira que Peña não nomeia, projeções sincronizadas e o baterista sueco Thomas Hedlund.
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