Ranking
#547
HIP HOP - POP - ROCK
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Quando
11–12 DE JUN DE 2027
Onde
Calvià
País
Espanha
Artistas em destaque
Lineup a caminho — publicamos assim que for confirmado.
Faltam
9 edições para explorar · futuro, live e passado
Números, sede e manias da casa
O Mallorca Live Festival é um fim de semana de junho em Calvià, no sudoeste de Maiorca. O recinto é o antigo aquaparque, entre Magaluf e Palmanova, com a praia perto e a montanha atrás. O nome comercial leva hoje o apelido Occident. Durante três dias misturam-se pop, rock, hip hop e um fecho de pista. Há seis palcos ao mesmo tempo. Uma jornada cabe umas vinte e cinco mil pessoas. A organização contou umas setenta mil ao longo do fim de semana de 2026. Não é preciso sair da ilha para ver um cartaz que junta um grupo britânico, uma voz do pop espanhol e um nome daqui.
O palco grande chama-se Estrella Damm. O Es Jardí guarda as propostas mais novas. O palco Mallorca é impulsionado pela agência de turismo das ilhas. A Plaza Occident é a da eletrónica. A Isla ocupa o lugar que antes se chamava Radio 3. O Terreno Hotel soma outra programação. Caminha-se de um ao outro pela relva do velho parque aquático. À volta continuam os hotéis da costa: muita gente dorme aí e entra ao fim da tarde. Há zonas pagas à parte, Golden e Terraza, que em 2026 se esgotaram com o resto dos bilhetes caros. O dia não é um estádio com uma só torre. É um parque com várias portas abertas ao mesmo tempo.
A sexta costuma carregar o rock e o indie. O sábado junta o pop e o hip hop. O domingo transforma o campo grande numa pista. Em 2026 viu-se assim, sem um horário ao minuto. Na sexta 12 de junho soaram, entre muitos, The Prodigy, The Libertines, Viva Suecia, Dani Fernández e Standstill. No sábado 13, Cypress Hill, Aitana, Kaiser Chiefs, The Wombats, rusowsky e León Benavente. No domingo 14, David Guetta fechou no Estrella Damm, depois de Meduza e Miss Monique. Duas jornadas penduraram o esgotado. Do público, quarenta por cento vivia nas Baleares, vinte e cinco vinha da península e trinta e cinco chegava de outros países. Artistas das ilhas partilhavam o palco com os nomes de fora.
A primeira vez não foi em Calvià. A 29 e 30 de abril de 2016 o fim de semana ocupou o recinto de feiras de Son Fusteret, em Palma. Umas dez mil pessoas. Três palcos, um por estilo. O promotor era Álvaro Martínez. No cartaz estavam Morcheeba, Bebe, Delorean, Fuel Fandango e bandas locais como os Satellites. A ideia, dita então pela organização, era um festival grande na ilha para não ter de apanhar um barco ou um avião. O Martínez tinha falado com operadores turísticos, clubes e o Consell. O primeiro ano procurava o público daqui. Os seguintes, a península e o norte da Europa.
Em 2017 o fim de semana mudou-se para o antigo aquaparque e ficou. Nos dias 12 e 13 de maio desse ano já anunciavam Lori Meyers, Mala Rodríguez e C. Tangana. O recinto aguentava o crescimento: mais bares, mais casas de banho, mais bancas. Houve uma pausa em 2020 e 2021. Ao voltar, o formato continuou a ser o parque de Calvià em junho. A de 2026 foi a nona. Seis palcos, onde no princípio havia três. O apelido Occident é o do patrocínio atual. O sítio e o mês continuam a ser os da mudança.
O festival, como está, é esse junho no aquaparque velho. Palma foi o primeiro fim de semana. Calvià é a casa. Entra-se à tarde, cruza-se a relva, escolhe-se entre o palco grande, o jardim, a praça eletrónica e a ilha. Ao domingo o campo principal vira pista. Um bilhete junta quem vive na ilha com quem voou para o fim de semana. O Martínez montou a primeira. A organização de agora conta o resultado em dezenas de milhar e em seis palcos. A terra à volta continua a ser Magaluf e Palmanova, com a montanha ao fundo. No cartaz de 2016 também estavam Canteca de Macao, Capsula e grupos da ilha como The Wheels e Dinamo. A publicidade desse arranque ia para Menorca, Eivissa, Valência e Barcelona, quatro portos com barco regular. Entre o Estrella Damm e a Plaza Occident o som cruza-se: na relva do meio ouve-se o fim de um concerto e o princípio de uma sessão. Antes de abrir, a organização falou de mais de mil e quinhentos empregos ligados ao fim de semana e de que mais de trinta por cento do cartaz era talento local. As crónicas, depois, confirmam o parque cheio, seis palcos e um domingo de pista.
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