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LXM Festival é um festival de techno e house que nasceu em dezembro de 2019 na FIL, Parque das Nações, Lisboa. A LX Music, a promotora de electrónica de Tiago Baptista, montou-o após cerca de quinze anos de noites na cidade. A Resident Advisor anunciou-o a 4 de novembro de 2019. A Time Out Lisboa situou-o de sexta a domingo, de 13 a 15 de dezembro, na Feira Internacional de Lisboa, Rua do Bojador. O recinto dá para o Tejo, no bairro da Expo de 1998. A sexta abriu às 18:00 e durou até às 08:00. Boris Brejcha fechou essa noite com high-tech minimal. Baptista disse à Time Out que o Brejcha era exclusivo da LX Music em Portugal e que outros artistas iam-se embora se outro agente pagasse mil ou dois mil euros a mais. Ann Clue, Deniz Bul, Theydream, Der Dritte Raum em direto, Wehbba, Alex Stein e Midinoize completaram a sexta. O techno mediu o primeiro ouvido num pavilhão de feira.
No sábado as portas abriram às 16:00. Paul Kalkbrenner tocou ao vivo. Art Department passou house. Recondite, I Hate Models e Benjamin Damage ao vivo ocuparam o mesmo dia. A Summer Festival Guide chamou acid ao Recondite e situou o Damage no selo 50 Weapons. O domingo o festival funcionou em formato matinê desde as 14:00 e alongou-se até de manhã. Marcel Dettmann, Ben Klock e Rødhåd, quase todos residentes do Berghain em Berlim, tocaram de dia, antes da 01:00. Paula Temple, Dax J, Answer Code Request ao vivo e Etapp Kyle fecharam o troço. A Visit Lisboa listou também dub e tech house ao lado do techno. Adiel, Glove, Himan, John-E, Steve Menta e Trigger figuraram no cartaz da Resident Advisor. O Tejo dava a vista. O pavilhão dava o volume.
A Viral Agenda publicou os preços. A sexta 13 esgotou na terceira leva. O sábado e o domingo custavam 44 euros até 12 de dezembro. O passe de três dias custava 75 euros e incluía a festa de Ano Novo da LX Music. Na última leva o diário subiu a 60 euros e o passe a 90. A Visit Lisboa cifrou a forquilha de 38 a 64 euros e a idade mínima em dezasseis anos. O correio da promotora estava no domínio da LX Music. O recinto é o centro de exposições de Lisboa, Edifício FIL. O Parque das Nações fica a leste do centro, junto à Gare do Oriente. O público chega de metro, suburbanos ou a pé desde as torres da Expo. A Time Out pediu para preparar o sapatinho para três dias de dança no Natal.
A LX Music levava quase quinze anos a trazer electrónica a Lisboa quando montou o LXM. Baptista disse que tinha construído carreiras de artistas na cidade. O Brejcha, segundo ele, era o caso à parte: o techno que então movia mais público no mundo. O festival cabia num só fim de semana de dezembro, não num campismo de verão. Três jornadas partiam o pavilhão: a noite longa de sexta, o sábado de tarde e o domingo de matinê. O high-tech minimal do Brejcha abriu o ciclo. O live do Kalkbrenner mediu o sábado. Os residentes do Berghain mediram o domingo diurno. I Hate Models e Paula Temple endureceram as salas. Art Department abriu o house. Der Dritte Raum e Answer Code Request levaram o direto alemão. Etapp Kyle trouxe o minimal. O pavilhão de feira engoliu o grave. O rio ficou fora dos muros.
Não há uma segunda série LXM verificada na FIL. A LX Music continuou com noites soltas em Lisboa. I Hate Models voltou mais tarde a outros recintos da mesma promotora. O Photon Lisbon marcou duas décadas da marca. Isso pertence à agenda de clube, não a este festival. O LXM fica naquele dezembro de 2019. O domínio do festival conserva-se. A FIL continua na Rua do Bojador. O Parque das Nações continua no plano da Expo. Lisboa fixa o mapa. Portugal fixa o país. O Tejo fixa a água. Baptista e a LX Music fixam a produtora.
13 de dezembro de 2019 abre o ciclo. 15 de dezembro de 2019 fecha-o em matinê. O passe de 75 euros e a sexta esgotada fixam a bilheteira. Dezasseis anos fixam a porta. Berghain, 50 Weapons e o high-tech minimal do Brejcha fixam o ouvido. A Gare do Oriente e o metro fixam o acesso. O pavilhão de feira, o rio e o Natal lisboeta fixam o carácter: um festival de techno e house de três dias num recinto de exposições, sem campismo de floresta e com o Tejo a um passeio. Ben Klock e Marcel Dettmann tocaram de dia. Dax J fechou. Midinoize e Theydream abriram buracos locais. Wehbba e Alex Stein encheram a sexta. Recondite ocupou o sábado. O grave da FIL ouvia-se no parque. O inverno de Lisboa era suave para um pavilhão fechado.
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