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Números, sede e manias da casa
O Papillons de Nuit é o fim de semana de Pentecostes em Saint-Laurent-de-Cuves, uma aldeia no sul da Mancha, na Normandia. Leva-o a associação R.O.C. en Baie. Patrice Hamelin, agricultor, preside-a e é um dos cinco que montam o cartaz. Robin Godet figura como direção. A rua que a Fandefest dá é a Rue Saint-Laurent, 50670. A Wikipedia põe o ponto a 48° 45′ 02″ norte e 1° 07′ 17″ oeste. A aldeia enche-se: a capa diz que a população se multiplica por duzentos. Três dias, entre o fim de maio e meados de junho, quase sempre no Pentecostes. A capa, lida a 28 de setembro de 2026, agradece o maio que já passou, fala de perto de 100.000 pessoas e de um sol quase insolente, e vende um Pentecostes posterior. Esses dígitos não se copiam. O festival continua.
O ar livre começa em 2001. Antes, quatro associações da aldeia faziam concertos anuais na sala comunal. A página de história do festival diz que a primeira, na praça, ficou pequena: 10.000 pessoas, de surpresa. O texto da Wikipedia dá outro número para essa mesma primeira: um só palco e 3.000 espetadores por noite, de 1 a 3 de junho, e a ficha dessa edição também escreve 10.000 no total. As duas contas ficam. Em 2002 foram 15.000 e em 2003, 32.000. Em 2004 a ficha põe 50.000. Em 2007 abre-se um terceiro palco e passa-se de 17 a 30 grupos. Pierre-Olivier Madelaine entra nesse ano como administrador geral. Em 2008 a data não cai no Pentecostes: a Wikipedia diz que ficava cedo demais face a outros festivais.
Cada noite tem um género, segundo a Wikipedia: rap e reggae, rock e eletrónica, e canção francesa. Há três palcos. A página de história nomeia também a Thécia, e a ficha de Lola Sauvageot nomeia a Érébia: são nomes de palco, não um tema. Os voluntários não fecham num só número. A Wikipedia fala de 1.300, quase todos das aldeias vizinhas, e de cerca de cem técnicos intermitentes. A Sortiraparis diz 1.400. A capa diz 1.700. O orçamento anda pelos 2,5 milhões de euros e autofinancia-se a 98 %. A bilheteira cobre 60 %, bares, comida e t-shirts 20 %, os parceiros privados 15 % e as ajudas 2 %: Região da Baixa Normandia, Conselho departamental da Mancha, Sacem e CNV. Um terço vai para o cartaz, um terço para técnica, logística e segurança, e um terço para comunicação e funcionamento. A associação tem 27 membros fixos. A Wikipedia diz que a assistência se ficou entre 50.000 e 60.000, que em 2012 era o terceiro evento turístico da Mancha e o 27.º festival francês por público, e que o crescimento se trava de propósito para não partir o sítio. Em 2020 chama-lhe o sétimo festival associativo de França. A vigésima, prevista de 29 a 31 de maio de 2020, cancela-se a 29 de abril por causa da pandemia. Em 2024, na que a Wikipedia chama 22.ª, uma trovoada antes de sábado deixa o chão impraticável e caem os dois últimos dias.
O fim de semana vivido é o de 22 a 24 de maio de 2026. O Ouest-France, a redação de Avranches, chama-lhe a 24.ª. A capa, ao lado, imprime «23 éditions» e 92.000 pessoas em 2025. As duas etiquetas ficam. A página de história, ao falar dos vinte anos, conta 86.000 pessoas e a passagem do milhão de espetadores desde 2001. Em 2026 a capa diz que nunca tinham sido tantos, perto de 100.000, e agradece com um «99 000 mercis». No domingo 24, na colina, o Ouest-France conta mais de 30.000. Martin Roche assina as fotos. O calor é o que a outra nota do mesmo jornal chama canicular. O Mika, escreve, reúne todas as idades, entra no público, pede emprestado um chapéu de cowboy e passa um pouco da hora. Não lhe anota um título. Sean Paul, Matt Pokora, Helena e Yamê aparecem no relato de domingo. Também não há peça.
O título que fecha é o da Miki. Tem 27 anos e é a primeira de domingo no palco Thécia. O Ouest-France, publicado a 25 de maio de 2026, diz que o público se junta na canção Particule. Sobe a um estrado com uma fã e pede às pessoas que corram à volta. Depois desce e entra num banho de público, «en apesanteur», escreve o jornal. Essa é a noite. A ficha de utilizadores de Lola Sauvageot, no mesmo domingo na Érébia, lista La Mer Imaginaire, En amour avec toi e Le Lion et Moi. É uma lista de utilizadores, não a crónica.
A página de acesso diz que, há mais de dez anos, o festival trabalha para que entre mais gente. Os voluntários de acesso usam coletes cor-de-rosa. Mais de quarenta jovens de centros médico-educativos participam na organização. A mesma página apresenta o concerto da Helena como um inteiro em língua gestual francesa, com o coletivo 10 doigts en cavale e o apoio da Fundação Malakoff Humanis. É a frase da página, não uma canção ouvida. O dia com um título fechado continua a ser o domingo da Miki.
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